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Nossa bancada é pífia

No dicionário informal, pífio é sinônimo de reles, grosseiro, ordinário. Tenho insistido no adjetivo para chamar a atenção dos eleitores e, vez por outra, algum político reclama.

15/07/2013 às 09:39

Crescemos ouvindo que cada povo tem o representante que merece. Por conta de nossa legislação, seus arranjos, certa indiferença do eleitor em acompanhar o trabalho dos escolhidos e muitas outras razões, mas, sobretudo, o processo eleitoral viciado, combinado com verbas que levam pequenas obras a muitos municípios e eternizam certos coronéis no poder, a bancada federal de Minas no Congresso Nacional é pífia. No dicionário informal, pífio é sinônimo de reles, grosseiro, ordinário. Tenho insistido no adjetivo para chamar a atenção dos eleitores e, vez por outra, algum político reclama.

Vejamos então o exemplo mais claro: todo o povo brasileiro está sendo convidado a votar, pela internet e até 9 de setembro para a escolha dos melhores representantes no Congresso, neste ano. Quem acessar o site www.premiocongressoemfoco.com.br vai encontrar a lista dos finalistas que foram escolhidos por 166 jornalistas especializados na cobertura da Câmara e do Senado, vinculados a 45 diferentes veículos de comunicação. Houve uma seleção inicial de 41 parlamentares e, embora conte com a segunda maior bancada de deputados, apenas um, Nilmário Miranda, é de Minas Gerais. Assim mesmo, ele próprio admite que foi lembrado por conta de seu trabalho pelos Direitos Humanos (foi ministro de Lula) e não pelo recente retorno.

É um vexame, mas a gente sequer repercute em nosso Estado. São Paulo tem cinco representantes e, acredite, entre eles Tiririca, que foi alvo de nossas mais eloquentes brincadeiras quando eleito; o Rio de Janeiro tem cinco, dos mais diversos partidos; o Rio Grande do Sul entra com três nomes e ainda existem parlamentares do Maranhão, de Pernambuco e Goiás – este estado representado pelo controvertido líder dos ruralistas Ronaldo Caiado. Ou seja, não há indicação apenas de candidatos que atuam numa linha mais simpática. Desde que seja bom na representatividade, entra na lista.

No Senado, onde cada estado tem três representantes , São Paulo, Rio Grande do Sul e Distrito Federal têm dois indicados, cada,  enquanto Mato Grosso e Amapá têm um parlamentar.

Precisa dizer mais para explicar por que não temos metrô, duplicação da 381, anel rodoviário ou sequer uma obra importante do governo federal?

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