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Nós somos o Brasil

Não faz muito tempo escrevi sobre a preguiça que tenho em relação aos pessimistas de plantão. Para eles, tudo está errado, a culpa é do governo e eles fazem um esforço danado para aguentar a vida.

Não faz muito tempo escrevi sobre a preguiça que tenho em relação aos pessimistas de plantão. Para eles, tudo está errado, a culpa é do governo e eles fazem um esforço danado para aguentar a vida. Se você pergunta o que pensam a respeito do prefeito – não importa a cidade – respondem que é safado, não faz nada e devia estar morto. Mas, se pede um só exemplo de ação equivocada, os chatos dizem coisas do tipo “não sei, nem acompanho, num quero nem saber”. Dizem o mesmo em relação ao governador e, com muito orgulho, que não se lembram do nome no do deputado federal para o qual votaram na última eleição. São os analfabetos políticos, nos ensinou Bertolt Brecht. São os mesmos que nunca vão a uma assembleia do condomínio, mas odeiam o síndico; ignoram convite para uma reunião na escola, mas têm certeza de que a professora e o diretor são incompetentes.

 Se você se identifica com esse tipo, você está na categoria dos parasitas, isto é, aqueles que vivem do esforço alheio, não estudam, não têm humildade para ouvir e vai contribuir para o aumento das prisões. Mas, se você se sentiu ofendido porque, embora tenha algumas características destas, é do tipo trabalhador, que labuta todo dia, então você não é parasita, mas força de trabalho. Este é o que acorda, escova os dentes, vai para o batente, almoça, janta, dorme e bate no peito dizendo que não quer nem saber o que se passa com o vizinho, com a rua, o bairro. Há uma terceira denominação de brasileiros – são os conscientes, os que sabem o que fazer e porque fazer, querem um país melhor, buscam alternativas e estão sempre dispostos ao diálogo.

Quem cunhou as três definições é o professor Raimundo Soares, da Fundação Dom Cabral, do Instituto Orior e um dos coordenadores do Projeto de Construção de Nação Sustentável, que fará grande debate amanhã, em Belo Horizonte, como parte do Sustentar – 2013, 6º Fórum Internacional pelo Desenvolvimento Sustentável. Conversa de gente que pretende melhorar o Brasil e, por extensão, o mundo (por que não?) por atitudes éticas, responsáveis e de respeito ao outro. Ajude nesta tarefa. Ela é de nós todos. Acesse “Sustentar” ou “Orior” e compartilhe a ideia de que o Brasil somos nós; então, no lugar de criticar, vamos mudar. E, ao invés de falar mal do Brasil, vamos fazer nosso país melhor. Ele é nosso, nós somos ele.