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Não vamos reagir?

Não vamos reagir?

06/05/2013 às 02:13

De todas as reações humanas a que mais me impressiona é a indiferença. Eu fico me perguntando se sou muito exigente, quem sabe estressado, ou se, de fato as pessoas estão oficializando o imobilismo como sinônimo de Democracia. Explico melhor: a gente não repreende o menino mal educado porque é criança; o professor não corrige o aluno, pois, este pode chamar o Conselho Tutelar; os pais aceitam comportamentos de risco dos filhos porque têm de trabalhar e, na falta de mais tempo para conviver, quando estão juntos é melhor agradar. E assim as barbaridades vão se sucedendo entre nós e a gente não toma providências. Não reage. Alguns casos dos últimos dias são de arrepiar. Aquela manicure que ligou para a escola, mentiu, pegou um menino inocente de nove anos, matou e ainda são desfilando com o corpo numa mala. A história de um rapaz que trocou tiros com a polícia no último fim de semana e, detido, disse que só está preocupado com o fato de não ver a final da Libertadores da América, caso o seu time, o Atlético, chegue à decisão. A inesquecível história paulista de um moço que atropelou, arrancou o braço da vítima, e, adiante, o jogou no rio. O atropelamento de um menino em Contagem, na porta da escola e a fuga do motorista responsável... Mil outras ocorrências, todas absurdas, sendo que o estupro de dois jovens estrangeiros no Rio sobressai como o ápice da barbaridade, da selvageria, da estupidez. A moça só queria conhecer a Lapa, região da boemia carioca, mas acabou estuprada por seis horas por três monstros enquanto o namorado apanhava e era roubado. Uma brutalidade sem limites! Na Índica, país sabidamente mais calmo que o nosso, houve uma reação nacional ao estupro dentro de ônibus e, em seguida, quando atacaram uma turista o país parou para protestar. Estou impressionado com a indiferença com que enfrentamos tudo. Não reagimos. Estamos anestesiados. E nossos governantes continuam falando de eleições, distribuições de cargos, interesses pessoais e partidários. É individualismo demais. É salve-se quem puder. E, para piorar  me acompanha a frase de Frei Beto: “Nossa civilização estará condenada à barbárie se as pessoas perderem a capacidade de interiorização, de fazer silêncio, de meditar, de modo a saber escutar as necessidades do próximo (solidariedade) e o grito agônico da Terra (sobriedade)”.

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