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Não me conformo!

Não me conformo!

06/05/2013 às 02:13

Não me conformo com a nossa indiferença diante do que realmente interessa. Vejamos quatro temas: saúde, educação, trânsito e violência. Nos postos de saúde, o drama é o mesmo há anos, especialmente nos fins de semana prolongados e a Prefeitura repete categórica: “Estamos contratando médicos e vamos resolver”. Na educação, os professores ganham mal, estão cada vez mais acuados, a escola pública luta pela sobrevivência e os governantes não mudam o discurso de que está tudo ótimo. No trânsito, a situação aproxima-se do desespero e o sentimento é de que as ruas são terra de ninguém, sem fiscal, sem punição, sem respeito, sem ordem. Quanto à violência, minha perplexidade é ainda maior. Vamos aos fatos: temos cerca de 40 mil presos no sistema penitenciário, dos quais não mais que dois ou três mil são efetivamente bandidos – os outros são criminosos, isto é, pelos mais diversos motivos, em algum momento de sua vida, erraram e têm de pagar, mas, são perfeitamente passíveis de reintegração à sociedade. Então, por que a gente não faz uma APAC (Associação de Proteção e Assistência ao Condenado) em cada município para cuidar dos criminosos, perto de casa, num sistema diferenciado de cárcere, no qual ele mesmo faz sua comida, lava sua roupa, limpa seu quarto e, por isso, custa menos ao erário público mantido por nós? Assim, com o Estado ficariam apenas os bandidos, que assaltam, matam friamente. E, para estes, a força da lei, uma atividade pesada como quebrar pedras durante o dia e um colchão, além de comida e banho frio. Nada mais. Em médio prazo, os bárbaros pensariam duas vezes antes de abusar de senhoras, matar pais de famílias e um sem número de ações deploráveis. Ninguém aguenta mais. E os marginais estão cada vez mais folgados, contando com a incapacidade do sistema de puni-los. Folgados que não podem usar o argumento de sobrevivência porque nunca tivemos tanta oportunidade de emprego – estamos dentro do que se pode chamar pleno emprego, ou seja, colocação profissional para todos. Então, como entender que três ou quatro mil vagabundos aterrorizem 20 milhões de mineiros e a gente não dê conta de reagir?

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