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Não haverá outro viaduto

É hora de fazer o estudo de caso, como acontecem com as corporações policiais depois de algo muito desgastante... Onde erramos? Quem? Por quê? Como evitar a repetição?

17/09/2014 às 11:12

Não haverá reconstrução do viaduto Batalha dos Guararapes. Pelo menos enquanto Márcio Lacerda for prefeito. Está claro, também, que Lacerda pretende apresentar faturas pelos prejuízos. Na verdade, já começou a cobrar porque os hotéis para moradores vizinhos, a retirada de escombros e o custo da implosão – 1,2 milhões de reais – foram bancados pela Construtora Cowan. Aquele baque no calor da Copa do Mundo doeu porque a cidade estava repleta de gente que viera das mais diversas partes do planeta, havia manifesta alegria dos estrangeiros com a cidade, a polícia trabalhava a contento, enfim, eram dias felizes até a tragédia estragar tudo. E gerou mal estar na direção da Sudecap, especialmente o chefão José Lauro Terror. Escolha pessoal de Márcio Lacerda, Terror não tem hoje boa cotação nem com os colegas da Superintendência de Desenvolvimento da Capital. Ninguém sabe se ele está na marca do pênalti. Mas, uma coisa é certa: depois das eleições o prefeito fará mudanças no time de assessores.

Quanto a reconstruir ou não, se estivesse no lugar do prefeito, também não faria nada no local além de remover o entulho e reorganizar o tráfego de veículos – com a criação de alternativas para quem desce do Planalto e Itapoã. Afinal, aqueles moradores e comerciantes da região já tiveram muito aborrecimento, enormes prejuízos... Havia muita gente chorando durante a implosão, comemorando o fim da era do medo. Seria cruel mandar máquinas para bater estaca de novo, levantar pilares e torturar a vizinhança.  Então, deixemos como está, vamos lamber as feridas, nos esforçar para que o Move/BRT dê certo e diminua o sofrimento dos que precisam do transporte coletivo e restabelecer a ligação do centro com o vetor Norte... O que pode surgir é alternativa criativa para não deixar de fazer a ligação entre o coração do Planalto e a parte baixa da Pedro I. Quem sabe uma ponte mais simples, que não fique a poucos metros das janelas dos prédios, quem sabe uma passarela para pedestres... Por que não pensar até em trincheira, modesta, só para passagem de trabalhadores e estudantes? Em médio e longo prazo dá até para perguntar se havia mesmo a necessidade de tanto concreto naquele cruzamento...

São perguntas que devem ser feitas com mais calma, depois que a poeira baixar. Literalmente. Agora, é hora de fazer o estudo de caso, como acontecem com as corporações policiais depois de algo muito desgastante... Onde erramos? Quem? Por quê? Como evitar a repetição? Como garantir que o aprendizado seja inscrito na história da cidade.

Ah, e é claro, acompanhar com atenção a conclusão do inquérito policial, a tramitação do processo na Justiça e cobrar dos responsáveis por esse desassossego a devida indenização... Com dinheiro e, se a Justiça assim o decidir, também com cadeia. Estamos todos exaustos dessa Batalha dos Guararapes do século XXI.

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