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'Move', divisor de águas!

Todos os que ocuparam cargos públicos, elegíveis ou de confiança, nos últimos 50 anos em Minas Gerais têm culpa de não termos metrô de qualidade e transporte coletivo de massa decente na região metropolitana.

05/03/2014 às 11:48

Todos os que ocuparam cargos públicos, elegíveis ou de confiança, nos últimos 50 anos em Minas Gerais têm culpa de não termos metrô de qualidade e transporte coletivo de massa decente na região metropolitana. O BRT nunca foi solução preferencial na minha cabeça, mas, como estou cada vez mais convencido de que só a conjugação de modais pode resolver e o BRT não é mais proposta ou projeto, é realidade, estou com o prefeito e torço, sinceramente, por seu sucesso. Eu não nasci para torcer contra. Amo Belo Horizonte de coração, conheço de perto o sofrimento de quem precisa do ônibus e peço a Deus para que qualquer providência capaz de diminuir o drama dê certo.

O BRT não é um projeto. É um empreendimento. Irreversível. Então, vou esquecer que quebramos trechos recém-construídos na Antônio Carlos e na Cristiano Machado, vou ignorar os atrasos inacreditáveis nas obras e até algumas intervenções na área central que geraram e ainda vão gerar muita confusão. Até aquele “murundu” que construíram na Afonso Pena esquina de Carandaí eu vou engolir. Os técnicos afirmam que algumas mudanças são necessárias por conta da passagem do veiculo maior, outras para acomodar mais gente que vai chegar de uma só vez ao centro, enfim, não quero ser o chato que só fica criticando, criticando, procurando defeitos. Já me permiti até palpitar junto ao secretário de Comunicação da Prefeitura, Régis Souto, de que ele deve fazer mensagens institucionais pedindo calma aos motoristas com a garantia de que o pedestre é prioridade – o que, convenhamos, deve nortear as políticas públicas, sempre.

Não morro de amores pelo Márcio Lacerda. Muito menos tenho qualquer motivo para torcer contra. Mas, estou certo: se ele resistir à mosca azul, não se candidatar agora a governador e continuar o trabalho à frente da PBH poderá se consagrar ao final de seu mandato porque o BRT pode e deve dar certo e os méritos cairão no colo dele. Se diminuir qualquer coisa no sofrimento do usuário de ônibus, já será bom demais. E o melhor é que há sim possibilidades de a fluidez no tráfego melhorar também para os automóveis particulares, o que seria referência mundial.

Enfim, o que este texto quer pedir a petistas, tucanos, católicos, evangélicos, céticos e brasileiros que já não acreditam em nada é que estamos diante de uma oportunidade única. Vai que o BRT dê certo... E que, depois, com a nossa pressão, a gente consiga melhorar nosso metrô, levar o sobre trilhos até o Barreiro, até a área hospitalar (quem sabe até Betim, até o Aeroporto em Confins?) e o subterrâneo – o de verdade – da Lagoinha até Belvedere, fazendo a ligação? Dizem que otimista demais é otário... Posso ser idiota, mas, eu acredito e conclamo a todos: vamos dar um voto de confiança ao BRT! Ou, como agora o chamam, “Move”.

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