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Mobilizados para a baderna

Mobilizados para a baderna

06/05/2013 às 02:13

A rede mundial de computadores é uma das invenções mais espetaculares da humanidade, não apenas pelo volume de informações que ficam disponíveis mediante simples consulta, mas, principalmente, por sua capacidade de aglutinar multidões independentemente de sua localização no planeta.

Entretanto, nós, humanos, temos competência acima de toda prova para estragar boas idéias. Assim, a internet às vezes é chata, em outras ocasiões é fútil e, quase sempre, perigosa, por conta dos falsários e dos doentes com seus abusos de toda ordem, especialmente contra as crianças.

Recentemente, tivemos a alegria de ver a mobilização de muita gente contra o reajuste salarial dos vereadores e saudamos uma nova época em que as mídias sociais podem encurtar as distâncias e unir cidadãos para a mudança. Só que, paralelamente, começaram a usar o facebook e outras ferramentas para organizar festas sem qualquer tipo de preocupação com a lei e a ordem pública.

Primeiro, foi a Rua Cobre, no Cruzeiro – um lugar estreito e prejudicado pela existência de uma universidade com milhares de alunos. A Polícia Militar impediu. No último sábado, centenas e centenas de jovens ocuparam a principal via de ligação entre a Cristiano Machado e a José Cândido da Silveira (as duas avenidas mais importantes da região Nordeste) e fizeram muita bagunça, além de deixar lixo por toda parte.

Agora, estão falando em uma concentração para amanhã à tarde, na Praça do Papa. E não se abatem com o aviso da Polícia Militar e da BHtrans de que não vão permitir tal manifestação. Eles chegam a escrever mensagens de que nada nem ninguém poderão detê-los. E contam com a nossa falta de um norte, de normas e princípios mais claros para o comportamento de todos na cidade.

E mais: há algumas providências legais que beiram o inacreditável, como a lei 10.277, do ano passado, de autoria do vereador Arnaldo Godoy, que proíbe a interferência da Prefeitura na realização de qualquer festa nas praças da cidade, desde que não atrapalhem o trânsito de pedestres nem tenham som alto ou obstruam o trânsito. Acreditem: a lei não estabelece número de mínimo de participantes ou qualquer exigência de caráter político ou cultural. Então, é de se perguntar: qual reunião de jovens em qualquer praça que não terá consequências para a vizinhança? Não seria mais simples, democrático e tranquilo se a gente discutisse logo quais são os lugares para as festas e estabelecesse os critérios para a prévia licença? Ah, enquanto isso, nada de festa na marra!

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