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Mitos e verdades no etanol

É honesto publicar estudo elaborado pelo sindicato que reúne as empresas produtoras.

24/07/2015 às 12:35

A cana-de-açúcar está intimamente ligada ao nosso dia a dia desde os primórdios da economia brasileira. Com a expansão das plantações para fins de produção do álcool para automóveis, brasileiros ficaram muito preocupados. Eu inclusive. Assim, é honesto publicar estudo elaborado pelo sindicato que reúne as empresas produtoras mostrando o que afirmam ser “mitos e verdades” e que, com certeza, contribui para um debate mais aprofundado. Até porque, na minha cabeça, vem uma multinacional, aluga terras, planta cana enquanto for interessante e, depois, se manda e deixa um solo prejudicado, imprestável para outras culturas.

De acordo com o documento, o primeiro mito é exatamente o de que a cana-de-açúcar vai se tornar uma monocultura e impactar curós de água, o solo e o meio ambiente em geral.

Diz a indústria que o Brasil possui hoje 6,5 milhões de hectares ocupados com a cana, 50 por cento para etanol e 50 por cento para açúcar. Ou seja, 0,5% da área total e menos de 1% da área agricultável do país, sete vezes menos que a soja e 65 vezes menos que as pastagens e a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) garante que não há impacto na qualidade da água. O mesmo documento também afirma que não há risco de a cana se expandir a ponto de dificuldade para a produção de alimentos, “porque com 850 milhões de hectares, o Brasil tem todas as condições de sustentar economicamente a produção agrícola, mantendo ainda grandes áreas de florestas com diferentes biomas”.

Os produtores negam que a expansão da cana pode ameaçar áreas de biomas importantes – “principalmente porque ela se deu nos últimos 25 anos no Centro-Sul, muito distante dos biomas atuais da Amazônia, Mata Atlântica e Pantanal” – e que não há risco de perda de solos, pelo fato de que a cana tem sido plantada em áreas mais pobres, principalmente cerrados fortemente “antropizados”, na sua maioria pastagens extensivas. Ela contribui para a recuperação desses solos, com adição de matéria orgânica e fertilização químico-orgânica. Utiliza menos defensivo e fertilizante, além de contar com a reciclagem de subprodutos como a vinhaça e torta de milho. Os produtores também garantem que não há condições impróprias de trabalho no setor e que respeitam as legislações trabalhistas.

Como a humanidade não vive sem açúcar e o etanol parece irreversível, é bom saber. E debater. E fiscalizar.

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