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Minério, dinheiro e descaso

Mas, afinal de contas, é ou não um faz de conta descarado a relação dos políticos brasileiros com os nossos interesses?

27/09/2013 às 10:07

Mas, afinal de contas, é ou não um faz de conta descarado a relação dos políticos brasileiros com os nossos interesses? A matéria publicada pelo Hoje em Dia na última segunda-feira é mais um tapa na nossa cara – a que já está com o nariz de palhaço há muito tempo. Então, dos 18 deputados que apresentaram 314 emendas ao texto que tramita na Câmara, apenas Chico Alencar (PSOL-RJ) e seu partido não receberam dinheiro das mineradoras na campanha deles, três anos atrás. É importante frisar que ele é carioca, portanto, não foi eleito em um dos dois estados produtores e nos quais deveria estar o maior critério e mais rigor com o tema.

Agora, vejam como dá vontade de enfiar a cabeça num buraco e não voltar sair mais. Os mineiros, tão omissos, distantes de postos importantes no congresso, são cabeças da comissão que trata do projeto e principais autores de emendas e sugestões. Mas, todos, financiados pelas mineradoras. Bernardo Santana de Vasconcelos, por exemplo, ocupou o lugar do pai, José Santana, que foi deputado uns 50 anos, cansou-se, arranjou uma boca boa no BDMG e botou o filho na política. Agora, Bernardo é autor do projeto que dispõe sobre a atividade de mineração e, embora tenha tido 68 por de sua campanha paga pela “bancada mineral” assegura que uma coisa não prejudica a outra. Disse, ao HD: “Com toda a franqueza, penso que esta questão é apresentada até de uma forma inversa. Os apoios que recebi, não só financeiros, mas também políticos, foram baseados em meu perfil, na defesa que sempre fiz de se produzir com responsabilidade, mas sem entraves e obstáculos que têm finalidade apenas burocrática e que não geram nada de bom à sociedade”. Comovente.

Outro mineiro, Vitor Penido, tratou de apresentar proposta para dividir o tal projeto que tramita em três. Resumindo: a pedido dos próprios “interessados” a presidenta Dilma Roussef encaminhou pedido de retirada da urgência e o nosso marco regulatório continua na conversa, vamos continuar recebendo uma ninharia de impostos e as cidades cada vez mais destruídas pela retirada do minério. Coitada de São Joaquim de Bicas, de Conceição do Mato Dentro e de outras cidades empoeiradas, nas quais pais têm medo de deixar suas filhas irem à mercearia e vive-se um clima de terra sem lei, por causa das oscilações do mercado do minério.   Em Brasília, nossos representantes estão pagando suas contas de campanha. E pensando na próxima.

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