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Medo da verdade

Medo da verdade Amigos, eu queria contar para vocês o que, com certeza, a maioria já sabe: os poderosos estão morrendo de medo!

24/06/2013 às 08:06

Medo da verdade Amigos, eu queria contar para vocês o que, com certeza, a maioria já sabe: os poderosos estão morrendo de medo! Vereadores, deputados, todos já chegam perto do repórter perguntando se ele tem ideia do que vem por aí no rastro das manifestações. Mas, para não cansar o leitor, falemos um pouco sobre três autoridades: um ministro, um governador e um prefeito.

O ministro é o secretário geral da Presidência, Gilberto Carvalho. Ele impressiona pela sequencia de horrores. Primeiro, declarou para o país inteiro que não estava entendendo o movimento. Agora, diz que as ruas não têm um rosto, os que caminham não têm um partido e, “sem partido, o que temos é ditadura”. Meu Deus, alguém precisa dizer pra ele que a principal causa das manifestações é exatamente o repúdio dos pagadores de impostos ao sistema partidário que temos.

 O povo já descobriu há muito tempo que são todos iguais, têm os mesmos interesses, fisiológicos, nepotistas e cujo compromisso é só o de se manter no poder. O PT  é irmão do PSDB, que é filho do PMDB e todos se ajeitam, dependendo da hora. Os demais, uns 30, são massa de manobra e adoram tocar a vida assim, apoiando quem vai vencer para garantir as boquinhas ou enriquecendo seus chefes com venda de espaço na propaganda eleitoral. Para o DEM, por exemplo, o melhor governo é o próximo.

O governador é o Anastasia. O professor é preparado e todos nós sabemos, mas, nas raras aparições que fez na semana passada, não disfarçava a tensão. Na sexta, ligou para deputados o dia inteiro, preocupado principalmente com Neves e tratou de garantir a duplicação da ligação daquele município com Belo Horizonte – a obra mais esperada. O prefeito é o de Belo Horizonte, Márcio Lacerda. Eu estava lá na coletiva em que anunciou a redução de 5 centavos nos ônibus da capital. Ele mal conseguia controlar a respiração e os olhos piscavam mais do que de costume. Estava tão perdido que, com dois minutos de conversa, o presidente da Câmara o convenceu a dobrar a redução da tarifa de ônibus.

Na verdade, quem detém um cargo eletivo sabe perfeitamente da distância entre representantes e representados e que, depois da eleição, o que importa é alinhar-se com o executivo, conseguir verbas para pequenas obras que possam perpetuar o mandato ou, quem sabe, passar para o filho, o genro, a esposa ou amante. Eles ignoraram solenemente que um dia a letargia poderia acabar. E ficam perguntando onde tudo vai parar. Deviam perguntar é porque não pararam antes. Porque não pararam de nos afrontar.


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