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Lições de uma noite inesquecível

No Mineirão o significado de épico de revelou mais apropriado do que nunca para definir momento único na vida de milhões de pessoas. E aquela noite deixou muitas lições...

17/10/2014 às 04:41

Sou dos que acreditam que a felicidade está nas coisas simples. Talvez por isso o futebol seja uma paixão mundial, pois, basta uma bola rolar para um grupo de pessoas se divertirem a valer, mas, se por um acaso houver talento entre os praticantes, incontáveis outras gostarão de assistir. Os jogos da noite de quarta-feira, envolvendo os dois grandes de Minas, reafirmaram a convicção de que o único esporte coletivo no qual o imponderável é parte do jogo é o futebol. No Nordeste, o Cruzeiro, indiscutivelmente o melhor time do Brasil nos últimos tempos, sofreu muito para arrancar classificação e não evitou a derrota para um ABC cuja folha de pagamento – incluindo funcionários – não deve chegar ao montante que apenas um Júlio Batista recebe na Toca. Mas, foi no Mineirão que o significado de épico de revelou mais apropriado do que nunca para definir momento único na vida de milhões de pessoas. E aquela noite deixou muitas lições:


1 – Mesmo que os clubes sejam mal administrados, por mais que os recursos de patrocinadores e direitos de transmissão decidam dias, horários e detalhes dos jogos, o resultado não poderá, nunca, ser definido em salas fechadas com ar condicionado e interesse comercial porque, se tudo estiver armado para dois jogos de Flamengo e Corinthians, podem aparecer homens resolutos, apoiados por um bando de fanáticos, e determinar uma terceira via nas semifinais;

2) No futebol como na vida, a inspiração é necessária, mas, sem transpiração não há talento que brilhe, pois, para a maioria dos humanos um prato de comida significa glória incomensurável e, se um Jemerson bate de frente com um Guerreiro, pode dizer “calma Mano”, devagar com o andor que o santo é de barro... Ou, aqui é Galo, ô meu!

3) A propósito de inspiração, Guilherme confirmou o que todos já sabiam... É um exemplo pronto e acabado do gênio que sabe muito, mas, precisa de motivação (ou jogo bom, como diz ele) para desabrochar ou, em outras palavras, equipe tem de ter a mescla de quem sabe como ele com quem quer, como o Luan;

4) Os que não se cuidam, não estão preparados, emocionalmente estruturados, como Jô, devem saber que se o cavalo passa arriado e eles não montam poderão ser atropelados quando o próximo pangaré vier;

5) Os intocáveis como Kalil carecem da leveza, flexibilidade, entender que o Independência é ótimo para o aperitivo, mas, tímido para o banquete da massa;

6) Alguns detalhes mexem com nosso imaginário como saber que a rede preferida pelo Cruzeiro no Mineirão – azul e branca – foi substituída naquela noite por pela usada na Copa, inclusive naquele Alemanha e Brasil... Ou seja, a bola quer caixa e aquela caixa quer muita bola;

7) Torcedor é sinônimo de “resiliência”... De agora em diante, não falo mal do Levi, tolero a preguiça do Guilherme e chamo o moço de Sete Lagoas, que tanto já me irritou, de Marcos Pelé Rocha;

8) Respeitem o Galo!

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