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Ladrões ou cleptomaníacos?

A charmosa panelinha de ferro, colocada sobre a mesa, para conferir ares caseiros ao restaurante, desaparece......

16/10/2013 às 10:29

A charmosa panelinha de ferro, colocada sobre a mesa, para conferir ares caseiros ao restaurante, desaparece; o carrinho de compras que leva os produtos ao estacionamento não volta e até o velho e bom copo lagoinha é surrupiado por gente que pagou apenas pela bebida. Duas matérias, uma da Janaina Oliveira, no Jornal Hoje em Dia, e outra na TV Record, mostraram esta semana um dos muitos dramas próprios dos brasileiros: a quantidade desmedida de ladrões que nos cercam. Os bares, os restaurantes, são unânimes em afirmar que, diariamente, têm de repor talheres, taças, copos, enfeites, tudo o que poder ser levado, especialmente os saleiros e paliteiros. Na Associação Mineira dos supermercados a informação diz respeito ao mesmo mal – o furto – mas, é mais profunda: da fruta que a pessoa aperta até destruir, ao biscoito comido pela metade até o carrinho que vai ao estacionamento e acaba dentro do veículo do cliente.

A gente não costuma dar tanta importância a essa rotina. Alguns até dirão “que mal há em levar um paliteiro?” Outros podem ponderar que uma lembrança do lugar visitado faz bem ao turista (ou cliente), mas, a pergunta é: pode-se apropriar do que é dos outros sem maior cerimônia? No exterior nossa fama já não é boa porque, além dos sabonetes, xampus e outras coisas “pequenas” costumam pegar também uma fronha, um cardápio, talheres e um sem número de objetos dos hotéis. O que é personalizado ou típico da região é mais desejado. Aqui entre nós, alguns restaurantes, como o “Dona Lucinha” e o “Maria das Tranças” já desistiram de vigiar e passaram vender alguns produtos que antes eram só enfeites. O sofrimento é geral, segundo a Associação Brasileiras de Bares e Restaurantes e, como sempre, sobra para os honestos: é que o prejuízo acaba incluído na planilha de custos; logo, será repassado na conta para todos.

É triste por, pelo menos, três motivos: primeiro, reforça a tese de que a mania de pegar o que é dos outros está no nosso sangue, desde quando Cabral trouxe os ladrões para o descobrimento; depois, porque quem paga direito paga mais e, finalmente, e, principalmente, porque as crianças cujos pais pegam os “souvenires” estão aprendendo, afinal, elas apreendem é com exemplos e não discursos. Não custa lembrar que um grande incêndio começa com uma pequena faísca...

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