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Ladrão de bife

Ladrão de bife

06/05/2013 às 02:13

A ousadia dos ladrões supera todas as expectativas, mesmo dos mais acostumados à inovação dos criminosos. Nos últimos dias, eles atacaram equipes da Prefeitura com uma coragem digna de Rio de Janeiro: na regional da Pampulha levaram o caixa eletrônico do Banco do Brasil; na Via 240 pararam uma Pálio Weekend e mandaram os operários colocarem no porta-malas a máquina de compactação com a qual tapavam buracos provocados pelas chuvas. Há um sem número de ocorrências inacreditáveis que não ganham destaque no noticiário porque, sem tempo e espaço para todos os crimes, os repórteres priorizam o que há de mais grave. Essa semana, por exemplo, houve quem não fosse atrás do casso da Ferrari – um carro de mais de um milhão de reais – abandonada depois de uma batida. Penso que o ocorrido no Mineirão, sábado, dia 6, é um bom exemplo da falta de limites. Tiago Reis, o repórter do rádio que pergunta qual o nome e o bairro do torcedor, perguntou a um cidadão se ele estava feliz. Disse que não. “Como não?” Indagou o repórter, assustado porque, afinal, estava entrevistando um atleticano e o time vencera o Democrata de Governador Valadares. Mas o torcedor disse que estava querendo era reclamar. Do presidente? Do técnico ou dos jogadores? Não. Ele explicou: “Você sabe, a gente, que é pobre, gosta de duas coisas – Mineirão e tropeiro. Estava comendo quando o galo fez o gol. Botei o prato lá na parte mais alta da Geral e fui abraçar meus amigos que estavam um pouco à frente. Quando voltei, já tinham levado o meu bife... E o pior é que todos sabem que pobre tem a mania de comer o feijão e o arroz primeiro e fazer beicinho para o bife no final”.

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