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Insegurança e indiferença

Insegurança e indiferença

06/05/2013 às 02:13

É impressionante a distância que separa a tranquilidade das autoridades do sufoco de quem vive na região metropolitana de Belo Horizonte. Não consigo passar um só dia sem ouvir um apelo desesperado de alguém que já não aguenta mais o assédio dos bandidos. Já conto mais de 50 proprietários de estabelecimentos como padaria e mercearia dispostos a abandonar o negócio dada a grande quantidade de assaltos.

Para que os senhores tenham uma idéia, texto do e-mail que me enviou Geraldo Dias: “Sou comerciante na região central de Venda Nova e na minha opinião não existe nada no sufoco mais que a segurança pública de BH. É caso de urgência e emergência, as autoridade vão ter que fazer alguma coisa porque tomou uma dimensão que, até para trabalhar ficou difícil. Acho que nem saúde pública, nem educação chegam perto do caos”.

Outro cidadão, Ronan Pires Carlos, Escreveu: “Sábado, dia 12/11, estava indo com minha esposa e filho de um ano e oito meses ao Mercado Central como de costume. Na entrada de Augusto de Lima com Coritiba, bem na porta, fui assaltado. Tentei correr atrás do bandido e o localizei. Liguei para a polícia e me mandaram esperar no local. Eu estava todo machucado e não tive nem um sinal da polícia. Quando entrei no Mercado, fui ao ambulatório para ser atendido, o chefe da segurança do mercado me disse que isto está acontecendo todos os dias. Mas a guarda municipal e a polícia, que estão ficando ali, só servem para multar os clientes e mais nada. Dei a descrição do vagabundo e ele me falou que ele já e conhecido por lá, só que a polícia não faz nada. Só eu já fui assaltado no mesmo local por duas vezes. Deveria ter mais segurança, pois é o nosso principal ponto turístico de BH. Tenho vontade de comprar uma arma e fazer justiça com as próprias mãos, pois a polícia não faz o seu dever. Além de não termos a prevenção, depois que o pior acontece é difícil encontrar alguma autoridade disposta a apurar os fatos e punir os responsáveis.

No fim de semana, quando houve briga feia e agressões graves entre o ex-jogador Reinaldo e um advogado, os dois tiveram de deixar suas residências, em Nova Lima, para registrar ocorrência em Vespasiano. O pior é que depois de quatro, cinco horas de delegacia, as pessoas vão embora com a certeza de que não vai acontecer nada.

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