Eduardo Costa

Coluna do Eduardo Costa

Veja todas as colunas

Mais Notícias

Indignação

Indignação

06/05/2013 às 02:13

Os brasileiros não aguentam mais tanto desrespeito. Dois deles enviaram-me mensagens para externar o tamanho de sua raiva. João Luiz, de Sete Lagoas, é profissional da área de mineração, tendo dedicado grande parte da vida profissional na área de detonação, não se conforma com as recentes queixas da Polícia Civil de que o Exército não ajuda na luta contra o furto de dinamites que podem estar sendo usados na explosão de caixas bancários. “A Polícia Civil recebe uma taxa anual para dar licença de operação e tem a obrigação de fiscalizar”, diz o engenheiro de minas que está convencido também da ocorrência de contrabando de explosivos de país como Paraguai e Bolívia.

Já Paulo Gabriel, de Belo Horizonte, enviou-me um e-mail para desabafar. A pedido dos filhos de 7 e 12 anos, os levou à Bienal do Livro que foi realizada em Belo Horizonte. Paulo ficou impressionado com a falta de estrutura e, sobretudo, com os preços: “Para entrar, gastei 20 reais; para lanchar um refrigerante, uma água e três salgados, mais 25 reais”. Ainda sem entender como pagou 4 reais por um refrigerante e mais 4 por uma garrafinha de água, descobriu que o estacionamento custava mais 20 reais. Só há o caixa, mais ninguém para orientar os motoristas. Os filhos queriam pipoca e picolé, mas ele não teve coragem de perguntar o preço. Os livros que comprou para os filhos custam menos pela internet e a revista em quadrinhos que assinou por 12 meses a R$ 240,00 custa pouco mais em outra loja por um período de 15 meses. Paulo ficou também apavorado com a confusão dentro de alguns stands, com empurrões, discussões e furtos. Ele encerra o que qualifica de desabafo com as seguintes palavras: “Não estou choramingando miséria, porque gasto mais com bobagens; o que revolta é a exploração, num lugar que esperava incentivo à leitura, em um evento que tem como patrocinador máster o BNDES e pelo menos 16 empresas, sem contar o apoio dos órgãos municipais. E, mais ainda, a chancela do Ministério da Cultura. O dinheiro usado ali sai da mesma conta que os impostos pagos por nós, pois, afinal, sabemos que tais patrocínios são abatidos no que deveriam recolher  aos cofres públicos”.

Paulo, João, nós todos não aguentamos mais pagar tanto imposto e ter de implorar para que servidores públicos gastem nosso dinheiro direito além de cumprir com suas obrigações mais básicas.

Escreva seu comentário

Preencha seus dados

ou

    #ItatiaiaNasRedes

    RadioItatiaia

    No Dia Nacional da Visibilidade Trans, Letícia Imperatriz, mulher trans, diz que ainda há muito o que melhorar #itatiaia

    Acessar Link

    RadioItatiaia

    Município admite necessidade de aumentar número de leitos pediátricos #itatiaia

    Acessar Link