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Imobilidade urbana

Imobilidade urbana

06/05/2013 às 02:13

No meio do tiroteio pós-reinauguração do Mineirão, Emanuel Carneiro identificou três tipos de problemas. Os pequenos – banheiro inacabado, falta de água – e os médios, tais como restaurantes fechados e falta de atendimento decente aos jornalistas, serão resolvidos. Já o grande problema pode causar grandes embaraços se não for tratado com a seriedade que exige – estacionamento. Fiz as contas: a Minas Arena oferece menos de quatro mil vagas... Considerando cada veículo levando três pessoas, é fácil concluir que não há condições de acomodar público superior a 12 mil pagantes, porque o estacionamento no entorno está sendo proibido. Alguém pode dizer: é só o torcedor ir de transporte coletivo. E eu pergunto: você acha mesmo que um morador do Belvedere, dono de um carrão importado, vai enfrentar ônibus até o Mineirão? O problema é que compararam nossa arena com outras de Londres, Paris, se esquecendo de que lá o trem ou o metrô deixa o torcedor a alguns metros. Ora, é só a gente imaginar o óbvio: se tivéssemos um metrô de verdade, no sentido Norte-Sul (Pampulha - Savassi) e outro Leste-Oeste (Cidade Industrial – região hospitalar) os cidadãos de qualquer lugar da região metropolitana teriam ânimo para ir de trem. Prático, confortável e barato. Mas, não temos mobilidade urbana de cidade grande. Vivemos no faz de conta. E, detalhe reparado no último domingo pelo amigo Ricardo Ribeiro: as torcidas ditas organizadas, “Máfia Azul” e “Galoucura” foram para o estádio devidamente protegidas pela tropa de choque da PM. Para eles, segurança. Para nós, pagadores de impostos da classe média, ônibus lotados e a ameaça de vândalos. O Mineirão é só mais um sintoma, é como uma febre. A doença, grave, que está nos levando para o CTI da convivência, atende pelo nome de mobilidade. O consultor Luís Borges, outro observador atento do nosso dia a dia, avisa: “Mais uma vez venceu a imobilidade urbana, apesar dos anos de discurso em nome da mobilidade urbana. Essa fica perdida na falta de foco do foco reinante no tiroteio que a cada momento aparece no rosário de propostas mirabolantes, mas de resultados duvidosos. A cidade precisa de constância de propósitos e gestão da ansiedade por resultados rápidos em curtíssimo prazo. É preciso ter o foco do foco como se busca no exame onde o médico oftalmologista define o melhor grau para os nossos óculos”.

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