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Horário do besteirol gratuito

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O rádio e a TV de todo o Estado apresentam os primeiros programas referentes às campanhas para os cargos de governador, deputado estadual e senador. Tomara que seja menos trágico que o visto e ouvido ontem, principalmente no rádio quando a falta de criatividade e a repetição de bordões ridículos estragaram o dia de quem ouviu a baboseira. Ao contrário do que muita gente pensa, a propaganda eleitoral não é algo iniciado pelos americanos, na década de 60 do século passado, quando John Kennedy venceu Richard Nixon e fez história. Aquele embate na TV foi, de fato, memorável, e introduziu no mundo político novas figuras, que ficam atrás dos bastidores preparando o “produto” e ganham fortunas – a maioria é chamada de marqueteiros. Mas, há depoimentos de que a reação da Igreja Católica às propostas de reforma propostas por Lutero já foi um tipo de propaganda política. E, com certeza, o que moveu o nazismo, tanto na Alemanha quanto na Itália, foi a mobilização das massas, tanto que Hitler criou o Ministério da Propaganda e entregou a um de seus mais “respeitados” homens. No nosso país, com a redemocratização, estamos nos acostumando a novos modos de fazer a propaganda, depois daquele período em que aparecia apenas a foto 3x4 do candidato e um resumo de sua vida. A cada eleição há um detalhe legal, um impedimento aqui, uma artimanha ali e fica sempre a expectativa de que vão melhorar o programa para que a gente possa suportar. Mas, a julgar pelo que ouvimos ontem no rádio e vimos na TV, os próximos 43 dias serão muitos difíceis. É muita promessa vazia, bordões sem graça, som sem equalização, candidatos sem emoção... Resumindo, o primeiro dia foi horrível!