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Homossexualidades

Um livro que está chegando às livrarias e que ainda vou comprar, tem tudo para agradar, pelo assunto abordado, pela oportunidade do lançamento e pela credibilidade que seus autores merecem.

19/05/2014 às 01:13

Um livro que está chegando às livrarias, e que ainda vou comprar, tem tudo para agradar pelo assunto abordado, pela oportunidade do lançamento e pela credibilidade que seus autores merecem. Trata-se de “As homossexualidades na psicanálise” que, segundo Gilda Paoliello, objetiva, entre outras coisas, serve para pedir desculpas aos homossexuais por terem sido tratados por um século como doentes pela Medicina.

O livro reflete pesquisa que busca informações sobre a orientação sexual das pessoas desde os primórdios da civilização. E pode atestar, por exemplo, as evidências históricas de que a homossexualidade era comum e aceita entre os índios, antes da chegada dos europeus. Contudo, com a catequização dos índicos e a oficialização da religião católica, que considera o ato sexual destinado apenas à procriação, o preconceito arraigou-se na sociedade brasileira. E esse é o ponto de partida para, cinco séculos depois, tentar explicar a triste constatação de que o Brasil é o país mais homofóbico do mundo e onde ocorre o maior número de violência contra homossexuais. 

Então, voltemos à história: as heranças de intolerância são mantidas culturalmente enraizadas ao medo que uma pessoa demonstra de ser identificada como homossexual. Este componente da homofobia, na visão de Gilda, que é psiquiatra e psicanalista, pode estar relacionado à insegurança sobre a própria identidade sexual e a oposição violenta ao homossexual seria um medo de reafirmar a própria identidade para ganhar uma suposta aprovação social. “Assim, a pessoa inicia um processo de rejeição projetada no homossexual para encobrir seu próprio desejo inaceitável”, conclui a autora.

Então, antes de ler o livro e beber nas pesquisas dos especialistas, vamos refletir de maneira bem simples. Os índios consideravam normal a aproximação afetiva de pessoas do mesmo sexo. De repente, chegam os brancos portugueses e, na corrente, os negros africanos. Os europeus, em nome de Deus, dizem que não é certo mulher gostar de mulher ou homem de homem, mas eles, os “mais cultos”, passam a praticar abusos de toda ordem contra as índias e fazem de negras escravas suas escravas sexuais. Com o passar dos séculos, a gente vai descobrindo as safadezas da corte e casos de orgias sexuais – incluindo pedofilia – entre religiosos. 

É ou não de se pensar sobre a relação de nossa história e essa raiva contra quem pensa e age diferente na cama. Afinal, a homofobia não é a repulsa contra os homossexuais? Vamos trazer para nosso convívio do dia a dia. As pessoas mais radicais contra gays, lésbicas e transexuais não têm a própria vida envolta em mistério quando o assunto é relacionamento afetivo? Comigo isso acontece. Outra coisa que percebo cada vez mais é a sensibilidade, a boa vontade permanente dos homossexuais. São pessoas felizes. Daí, juntando o que o livro conta mais, a universidade da vida cada vez mais acredito quando dizem: “Se assuma, cara; seja feliz”.

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