Eduardo Costa

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06/05/2013 às 02:13

O dia em que os cristãos lembram seus entes queridos já falecidos devia ter muitos outros significados na vida de cada um de nós. A melhor definição seria “Dia de cair na real”. É... Visite um cemitério hoje com olhos de repórter, ou seja, sem se preocupar com uma ou outra sepultura em especial, mas, no todo, no comportamento das pessoas. Você vai assistir às mais diversas reações e em todas encontrará evidente o sentimento da saudade, da dor de quem perdeu. E, por mais honestas que sejam as manifestações, os que se foram não voltam. Não há dinheiro, poder ou guerra capaz de mudar a única certeza que temos desde o dia do nascimento: a gente vai morrer. Claro que a discussão se o que morre é apenas a matéria, se haverá ressurreição ou reencarnação, se há inferno ou céu do lado de lá depende muito da crença de cada um de nós. O que ninguém discute é que há uma interrupção no curso natural de nossa existência, enquanto pessoa que tem parentes, amigos, patrimônio e uma história de comportamento. Então, a grande questão é: se a gente sabe que, mais hoje mais amanhã, tudo vai acabar mesmo, por que não somos todos à imagem e semelhança de Chico Xavier, Madre Tereza e Irmã Dulce? Não dá para reclamar, acusando o criador que não nos fez todos bons, porque a argumentação de que ele permitiu o livre arbítrio é muito convincente. Também não parece razoável insistir no sonho da eternidade ou reclamar o caráter finito da humanidade, pois, afinal, não seria divertido entrevistar o Marcos Valério daqui a 50 anos. Então, por que a gente não vive mais suave, ouvindo mais os humildes, apreciando mais os passarinhos, valorizando menos o dinheiro e o poder? A letra de Epitáfio, dos Titãs, é um ótimo convite: “Devia ter amado mais, ter chorado mais, ter visto o sol nascer; devia ter arriscado mais e até errado mais, ter feito o que eu queria fazer... Queria ter aceitado as pessoas como elas são, cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração... Devia ter complicado menos, trabalhado menos, ter visto o sol se pôr; devia ter me importado menos, com problemas pequenos, ter morrido de amor... Queria ter aceitado a vida como ela é; a cada um cabe alegrias e a tristeza que vier... O acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído, o acaso vai me proteger... Devia ter complicado menos, trabalhado menos, ter visto o sol se pôr...”

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