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Fantasmas das eleições

Fantasmas das eleições

06/05/2013 às 02:13

         Democracia, segundo os dicionários, é um regime de governo em que o poder de tomar importantes decisões políticas está com os cidadãos, direta ou indiretamente, por meio de representantes eleitos. Ela pode existir num sistema presidencialista, como é o nosso, ou parlamentarista; republicano, como é o nosso, ou monárquico. As democracias podem ser divididas em diferentes tipos, baseados em inúmeras distinções.  A mais importante se dá entre a direta (algumas vezes chamada pura) e a representativa (também dita indireta), quando o povo expressa sua vontade por meio da eleição de representantes que tomam decisões em nome daqueles que os elegeram. Ora, então, se vivemos numa democracia estamos no caminho certo. Se nossa opção foi pela representativa, nada mais natural que eleger aqueles que vão decidir em nosso nome. Até aí, tudo bem. O problema é a distância entre a teoria e a prática. Comecemos pelo ato de escolher. Se eu digo aqui que temos eleições demais, um monte de leitores vai se arrepiar, pensando algo do tipo “olha o filhote da ditadura querendo a dita cuja de novo!”. No entanto, quem conhece de perto o funcionamento da máquina pública seguramente vai concordar comigo que as eleições de dois em dois anos arrebentem com o país. Nesta, de outubro agora, estão em jogo não apenas os resultados dela própria como os frutos do que aconteceu dois anos atrás e, claro, o que pode acontecer em 2014. Assim, quem ganhar a eleição para prefeito de qualquer cidade no dia seguinte não estará pensando em como administrar, mas, o que fazer para ajudar seu padrinho deputado, senador ou governador no pleito de dois anos à frente. E, como vimos nos últimos dias, especialmente no caso de Belo Horizonte, partidos políticos são estradas pavimentadas por meia dúzia de espertalhões que usam milhares de sujeitos que se acham espertos para ludibriar milhões de eleitores que, por sua vez, não reagem e se portam como cidadãos para exigir respeito. Estamos no mundo do faz de conta. O eleitor finge que é sério, mas quer levar vantagem; o candidato finge que ama o povo e a cidade, mas quer se ajeitar e quem patrocina a candidatura finge que gosta do protegido, mas, na verdade, quer é usá-lo em projetos pessoais futuros. Resumindo: já que não inventaram nada melhor que a democracia, por que a gente não vota de cinco em cinco anos para todos os cargos, de vereador a presidente? E trabalha um pouquinho só, de verdade, cuidando e planejando as cidades, entre uma e outra eleição?

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