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Família

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06/05/2013 às 02:13

Quando o Brasil inteiro discute o possível assassinato de uma moça a mando de um jogador dos mais famosos, a mãe dela vem do Mato Grosso e diz o que a gente já suspeitava: faltou família a Eliza Samúdio. Faltou afeto, lar e estrutura, tão indispensáveis à formação de uma pessoa. Do outro lado, no qual estão às origens do principal acusado, as informações vão à mesma direção, de falta de berço. O resultado é a tragédia. Sônia, a mãe de Eliza, disse – entre lágrimas – que a filha foi vítima dos mesmos males pelos quais passou. Embora evitasse acusar diretamente o ex-marido, contou que também passou por momentos muito difíceis quando jovem foi e ameaçada. Aos três anos, Eliza foi afastada da mãe. Aos 14 voltou, passou um ano com Sônia e, de novo, as duas seguiram caminhos diferentes. Nos últimos cinco anos, Sônia só falava com a filha por telefone. Ainda assim, ela garante que a relação era boa e agora, além de pedir justiça quer a guarda do neto para “evitar que ele venha a sofrer no futuro com o mesmo destino da avó e da mãe”. Antes de prestar depoimento no Departamento de Investigações, Sônia teve de receber cuidados médicos, uma poltrona e muita água porque teve uma queda de pressão. Repetiu que não pretende se aproveitar do fato de que o goleiro acusado é pessoa de posses, o que poderia render gorda pensão: “Eu quero é recuperar o tempo perdido, cuidar do meu neto, garantir um futuro melhor para ele, até porque vivo hoje em lar estruturado”. Queira Deus que, ao final das apurações, quando essa tragédia passar à galeria dos casos que já não estão na ordem do dia, o “Bruninho” tenha um destino melhor que os pais e avós.

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