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Falta médico ou política séria?

Em meio ao tiroteio no qual se transformou a polêmica sobre a importação de médicos para trabalhar nas áreas mais remotas do país, não abro mão de também dar um palpite...

05/06/2013 às 08:41

Em meio ao tiroteio no qual se transformou a polêmica sobre a importação de médicos para trabalhar nas áreas mais remotas do país, não abro mão de também dar um palpite. Falo como quem acompanha a certa distância a administração pública há 35 anos, nunca se inteirando de forma pormenorizada, mas, sempre entrevistando autoridades, ouvindo promessas e colhendo queixas, decepções da população e dos profissionais de saúde.

Amigos, qualquer um de nós que for a um posto de saúde de Neves ou Santa Luzia – reparem que não estou falando do Norte ou Jequitinhonha – tende a concordar de imediato que o governo precisa fazer algo. Quando se vê mães desesperadas com os filhos no colo, idosos gemendo em macas e funcionários aparentemente descompromissados (às vezes, são mesmo: em certas situações, estão exauridos) não há outro remédio senão pedir socorro, ainda que seja algo mais ousado. Vem o ministro da saúde e fala com convicção que a solução é buscar profissionais no exterior. Nossa primeira reação é a de concordância, até porque nos nossos 513 anos  nunca fechamos as portas para os irmãos de qualquer parte do mundo. Hoje, temos japoneses comandando siderúrgicas e produzindo flores; chineses na extração de minério e nos shoppings populares, libaneses, sírios, portugueses, alemães... Até argentinos brilhando no futebol.

O problema não é a proposta, mas, a forma como o governo federal quer resolver o problema. Ignorando que brasileiro nunca teve vida fácil lá fora, nosso governo quer simplesmente convidar os profissionais, sem a exigência do “revalida” o exame que os irmãos brasileiros fazem se quiserem trabalhar aqui, depois de se formarem no exterior. É ou não é demais? Assim, o governo federal repete a ação de prefeitos municipais que são irresponsáveis, não dão a menor condição para os médicos atuarem e fazem contratos que depois não cumprem. Na verdade, se está tão difícil encontrar um médico nas pequenas cidades, boa parte do problema se deve à desconfiança dos profissionais: se vão receber o combinado e terão pelo menos uma sala decente para trabalhar. Portanto, do prefeito ao ministro, passando pelo governador, o deputado e o senador, o que a gente precisa é levar a saúde a sério... Mas, como, se temos eleições de dois em dois anos e eles, os políticos, que comandam, só pensam naquilo?


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