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Eu quero confiar nos Bombeiros!

Eu quero confiar nos Bombeiros!

Como a maioria esmagadora das pessoas, eu gosto do Corpo de Bombeiros. Afinal, “é o amigo certo nas horas incertas”. Como cidadão e dentro da minha profissão faço o máximo para ajudar, prova disso é que, não faz muito tempo, comprei duas brigas pela Corporação – quando iriam abrir uma casa de shows na marra no mesmo local onde funcionou o mal fadado Canecão Mineiro e quando uma empresária insistia em programar eventos numa casa da Pampulha, então interditada. Mas, agora, quando o meu companheiro Celso Martins publica grave denuncia de que a autobomba plataforma, única escada capaz de alcançar lugares mais elevados, está estragada e sem condições de funcionamento, fico triste com os bombeiros. Mandam-me uma nota dizendo que ela pode sim ser operada com segurança e sua utilização está sendo “otimizada até que seja feito o reparo de uma pane elétrica”, pergunto: por que a informação não vem completa, dizendo que dia houve a pane e quando o conserto será feito? Ah, mas, “existe um contrato de manutenção em vigor e todos os contatos necessários para o restabelecimento do material avariado têm sido feitos”– e eu, de novo, pergunto: mas, quando? Não é chatice... É prevenção, porque quando a tragédia acontece não adianta vir com informações vagas. Aliás, por que nota e não entrevista do capitão Frederico Pascoal que, até segunda-feira última estava todo solícito e ontem sequer atendia celular ou retornava ligação? Mandei perguntar quanto o Estado faturou nos últimos oito anos com a taxa de incêndio e a nota respondeu com o mesmo tom, político, impreciso: “A taxa promoveu a modernização da frota do Corpo de Bombeiros ...”. Claro que isso tinha de acontecer, mas, o que interessa aos mineiros, que desde 2004 pagam mais essa taxa em qualquer empresa é quanto foi arrecadado e quanto foi investido. Não foi essa a promessa do secretário de Fazenda da época, Fuad Nomam? Não é assim que deve ser a administração pública – transparente? E qual o claro hoje no efetivo dos bombeiros? Tem gente o bastante para fazer as necessárias vistorias? É ou não é verdade que em Itaúna, cidade parecida com a gaúcha Santa Maria (universitária) só existem cinco homens por dia em serviço? Eu quero acreditar, mas, me ajuda aí comandante...