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Eu acredito é na rapaziada

Eu acredito é na rapaziada

06/05/2013 às 02:13

Quando colocou a frase acima como título de música, Gonzaguinha explicou na tudo na letra, mas, em especial, no seguinte trecho: “Acredito é na rapaziada; que segue em frente e segura o rojão; eu ponho fé é na moçada, que não foge da fera e enfrenta o leão; eu vou à luta é com essa juventude, que não corre da raia a troco de nada; eu vou no bloco dessa mocidade, que não tá na saudade e constrói a manhã desejada...” Lembro-me do grande poeta com muita frequência, quando entrevisto jovens que estão ocupando cargos importantes em carreiras de Estado e postos chave da administração pública. Os melhores exemplos estão no Ministério Público e, não podendo citar todos, os homenageio na pessoa de Leonardo Barbabela, que já enfrentou ameaças de morte, vive sob fogo cruzado de prefeitos e vereadores, mas não abre mão de cumprir seu papel. É sim fiscal do povo, legitimamente, e tem levado aos tribunais irregularidades as mais graves. Também entre os defensores públicos há muitos jovens que amam a profissão. Um deles é Marco Paulo Denucci que, recém-chegado ao cargo, implantou um sistema de atendimento que dignifica o humilde necessitado e simplesmente acabou com as filas. Em postos da administração, há uma nova geração formada pela Fundação João Pinheiro com missões as mais importantes e delegadas pessoalmente pelo governador Anastasia que, como professor, sabe valorizar a profissionalização do serviço público. No plano federal, também é animador: recentemente, fui encarregado de cobrir na Federação das Indústrias de Minas uma palestra do superintendente geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica – o poderoso CADE. Que surpresa agradável encontrar um jovem de aparentes 30 anos, absolutamente tranquilo para explicar a nova lei antritruste e todo o esforço que o governo tem feito para evitar que as fusões dos grandes grupos sejam risco para o consumidor brasileiro. Quando perguntei se os gigantes da economia pressionavam muito respondeu que não, “até porque nosso trabalho é muito técnico”. Quis saber se lá, no CADE, os conselheiros não são indicados politicamente, de forma que também ajam na base do ajeita aqui e ali... Ele citou o próprio caso, pois chegou ao posto mais importante da estrutura administrativa depois de 10 anos trabalhando no CADE. E o próprio presidente foi colega dele na Escola Federal de Administração Pública, ou seja, tem formação eminentemente técnica. Que bom!

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