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Estamos sós

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06/05/2013 às 02:13

Luciene Aparecida Gomes da Costa Silva enviou-me o seguinte e-mail: “Estava com um exame marcado as duas da tarde na terça-feira, no Edifício Med Center, na Avenida Alfredo Balena. Meu trajeto foi Afonso Pena, Rua Carandaí e Alfredo Balena. Quando fiz a volta da esquina de Afonso Pena com Carandaí um "monstro" de quase 2 metros de altura me agrediu querendo meu cordão. Na hora da raiva, perdi a cabeça e enfrentei o elemento com tapa na orelha que lhe rendeu a grade do parque e uma tentativa frustrada de um chute nas partes íntimas em meios a gritos. Cidadãos comuns não fizeram nada, porque o certo é não reagir, policiamento nenhum... Câmeras? De que adiantaram? Depois que ele conseguiu levar o objeto desejado a turma do "larga disso" apareceu com água e palavras de consolo que me deixavam mais nervosa. Quando um rapaz me acompanhou até a esquina da Avenida Carandaí ele avistou uma viatura com um guarda palitando os dentes e fez sinal para ele parar: "-olha essa moça foi roubada!" O policial pediu passagem para a viatura, estacionou calmamente e lá de dentro perguntou se eu tinha sido assaltada ou roubada? Para uma cidadão de bem, que paga todos os impostos e taxas que o governo impõe, mãe de família, muitíssimo bem casada com uma pessoa maravilhosa, toda urinada de tanta raiva e pavor, numa hora dessa faz diferença se foi assalto ou roubo? Ainda teve a cara de pau de me falar (de dentro da viatura e sem ao menos desligar ou ascender o pisca alerta da mesma) para procurar uma delegacia e fazer o BO, que assim que fosse possível ele iria dar uma voltinha no quarteirão. Me desculpe os policias de bem da corporação, mas me passou pela cabeça que ele iria dar a volta para receber o cordão”. Assim como a Luciene, estamos todos nós não apenas chateados com a falta de segurança, com a possibilidade de sermos vítimas dos ladrões a qualquer instante, mas, sobretudo, traumatizados com a falta de atenção e de respeito por parte das ditas autoridades. Não é demais lembrar a acusação recente de uma vítima de assalto de que, após a abordagem por um ladrão, tentou parar um carro da PM, não foi atendida e, minutos depois, um rapaz foi baleado no peito nas imediações, pelo criminoso. Isto aconteceu em plena Savassi. Luciene não está pedindo favor, ela quer os impostos que paga de volta na forma de prestação de serviços. É pedir muito?

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