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Estamos derrotando a agiotagem

Estamos derrotando a agiotagem

06/05/2013 às 02:13

Tenho medo da empolgação brasileira com a com o fato de sermos sexta maior economia mundial. Entre muitas outras razões, reclamo as reformas que podem consolidar o crescimento de verdade, com maior distribuição de renda e mais justiça social. Mas, peço a Deus todo dia para não fazer de mim um daqueles pessimistas de plantão para os quais nada presta e o lema é “quanto pior, melhor”. E, como não voto em branco e nem anulo voto, tinha de decidir entre Serra e Dilma no segundo turno das eleições de 2010 (no primeiro turno votei em Marina).

Fiquei com a ministra. Não me arrependo um centímetro. É claro que precisamos de muito mais; é claro que o governo dela tem muitos defeitos, a começar pela continuidade dessa prática nefasta de troca do apoio político por cargos. Mas, considerando os prós e contra, na minha modesta capacidade de observador, acho que está se saindo bem. E, de todas as suas iniciativas, há uma que me torna eleitor em potencial da presidenta para outros pleitos. Essa atitude histórica de encarar os bancos me emociona.

A agiotagem oficial no nosso país é mais que indecente, é crime contra a humanidade. Nunca compreendi como não havia uma autoridade capaz de dizer aos bancos que eles podem lucrar muito, sem nos passar a sensação de que nos roubam. Como é possível o banco remunerar a minha poupança a meio por cento e, ao mesmo tempo, cobrar 10, 12 por cento do meu cheque especial (que especial é esse?).

A presidente está fazendo a coisa mais óbvia do mundo: usa os bancos oficiais para forçar a queda dos juros. Se os barões banqueiros insistirem em continuar com suas taxas nas alturas, nós, brasileiros, faremos o pé de ouvido para que mais e mais clientes se transfiram para a Caixa e o Banco do Brasil. Na última sexta-feira, assisti a um encontro do diretor do BB com representantes de classe em Belo Horizonte e fiquei muito feliz. A taxa do cheque especial de empresas, por exemplo, baixou de 9,13% para 3,94%. Os juros estão baixando na compra de veículos, no financiamento da casa própria, no crédito especial, enfim, em todas as frentes... E, se cada um de nós fizer a sua parte, a gente vai acabar com os agiotas. Aqueles, que ficam na porta da empresa no dia do pagamento e os outros, que fumam charutos importados em Paris nos explorando com apoio oficial.

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