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Estado paralelo

Estado paralelo

06/05/2013 às 02:13

Esta foi uma semana que vai deixar cicatrizes incuráveis na segurança pública em Minas. A moleza (ou será outro o motivo?) com que nossa Defesa Social tratou o toque de recolher de Contagem abriu perigoso precedente porque (sabemos) bandido não tem limites e, pela primeira vez, a população optou claramente por ficar do lado do mal, ignorando apelos de nossas forças policiais para retomar a normalidade. Os especialistas ensinam que não se pode abrir mão de concessões quando está em jogo a manutenção da ordem pública e de princípios legais. Um bom exemplo é que o negociador jamais cede a apelos de seqüestrador podendo, no máximo, propor trocas quando isso significar poupar vidas. A ousadia cada vez maior dos bandidos fez nascer um Estado paralelo no Rio enquanto nossa polícia sempre foi respeitada, aqui e em todo o Brasil. Há anos, começaram e expulsar as pessoas (aqui) de seus barracos, porque interessavam ao tráfico, a um chefe do morro ou a um pé de chinelo qualquer. Em vez de bancar a permanência de famílias ameaçadas, a nossa Polícia Militar habituou-se a dar proteção às vítimas durante a fuga. Mais adiante, começaram essas tentativas de domínio de um bairro ou uma região. E, como não reagimos à altura, agora já decidiram que mais de 100 mil pessoas de Contagem – um dos municípios mais importantes do país – ficassem sem comércio, aula, posto de saúde. Sem vida. E assim foi. Não se sabe se algo envergonha a Polícia Militar, se a Polícia Civil está sem gasolina... O certo é que os bandidos tomaram conta de vários bairros e as pessoas foram para a praça. Como se fosse feriado prolongado. E, pelo menos aparentemente, não por medo, mas por opção. Deus nos guarde!

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