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Sou obrigado a concordar com os críticos do fazer jornalístico quando dizem que notícia boa nunca é notícia. Não é assim, 100 por cento verdade, mas, de fato, nós, os que divulgam, temos muito mais atenção para o trágico que para o construtivo.

20/04/2015 às 02:00

Sou obrigado a concordar com os críticos do fazer jornalístico quando dizem que notícia boa nunca é notícia. Não é assim, 100 por cento verdade, mas, de fato, nós, os que divulgam, temos muito mais atenção para o trágico que para o construtivo. Prova disso é a boa nova da última semana que não obteve a devida repercussão: a Defesa Civil de Belo Horizonte e o Conselho de Engenharia fecharam acordo para ação conjunta contra abusos que estão matando na capital. A última vítima foi uma mocinha de 14 anos, cuja casa caiu dia 12, no Horto, sem que as autoridades tomassem atitude preventiva, apesar de uma notificação ter sido feita em novembro, alertando sobre o risco de uma obra vizinha.

É assim. Tem sido assim. Há, nesse momento, pelo menos mais 30 casos parecidos. Até aqui, a Defesa Civil pode interditar uma obra, mas, só uma secretaria municipal pode embargar; o CREA pode conferir se há responsável técnico, mas, não tem competência para analisar a qualidade e a eficiência da obra. E assim, na terra do “depois a gente vê”, acidentes continuam matando. O autor dessas linhas pediu e o então vereador Márcio Almeida fez um projeto, estabelecendo procedimentos para impedir que um cidadão começasse a cavar o lote ao lado de uma residência sem dar satisfações ao morador do lado. Aliás, o projeto apelidava a lei de “direito do vizinho”. Mas, o outro Márcio, o prefeito, vetou.

Agora, o que o coordenador municipal de Defesa Civil, coronel Alexandre Lucas, negociou com o presidente do CREA, Jobson Andrade, é ação conjunta. Quando um cidadão se sentir ameaçado, vai ligar para o 199 e os técnicos de socorro e vistoria já irão acompanhados dos engenheiros. Eu, otimista como sempre, acho que vamos evitar muitos abusos, e , o que é a razão maior de serviço público, responsabilizar quem não faz direito antes de que inocentes morram. O problema do Brasil, de Minas e de Belo Horizonte é a consciência de que não haverá punição à altura para quem errar. Seja na obra, no bar ou no trânsito, todo mundo acha que pode fazer o que bem entender certo ou errado, sem se preocupar com os outros. A mocinha morreu. E quem vai pagar, civil e criminalmente?

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