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Vez por outra passa por minha cabeça a ideia de procurar alguns colegas e formar com eles uma espécie de Conspiração Mineira pela...

16/06/2015 às 02:14

Vez por outra passa por minha cabeça a ideia de procurar alguns colegas e formar com eles uma espécie de Conspiração Mineira pela Notícia. A gente teria reuniões mensais (reunião todo dia é obrigação de grandes executivos ou coisa de quem quer masturbar a gramática ao invés de resolver) para traçar planos de ações em comum. Ou seja, somos de veículos diferentes, temos projetos e pautas diferentes, mas, poderíamos firmar uma carta de princípios que definiria atitudes coletivas... Exemplo: se as estações do Move são inseguras, acertamos matérias simultâneas, como forma de maior pressão. Assim poderia ser para as obras do metrô, duplicação da BR 381, etc...

Se tivéssemos esse grupo – despreocupado com a concorrência diária, natural e salutar – fechado em favor da cidade, do dinheiro e do interesse público poderíamos, em médio e longo prazo, melhorar muito a qualidade do noticiário. Por exemplo: acho que somos extremamente negativistas, quase nunca abrimos espaço para a boa notícia... Primeiro, porque não “vende;” depois, fica parecendo que quem elogia uma ação da Prefeitura está “levando um por fora”... É triste, mas, verdade! Assim, se fosse pauta combinada, vários veículos elogiando ao mesmo tempo as unidades de educação infantil, por exemplo, ou o acordo para pagamento do piso salarial ao Magistério, pelo Governo do Estado, ficaria algo mais institucional... Profissional... Longe do Departamento Comercial.

Se tivéssemos a “conspiração” eu imediatamente abriria uma guerra contra alguns “especialistas” que dão entrevista todo dia no rádio, na TV e no jornal como se estivessem dando a última palavra para determinada necessidade da população. Quando o cidadão entende, nós percebemos não apenas pelo discurso – sempre mais conciso, contundente, que de fato acrescenta – mas, principalmente, porque já é alguém “do ramo”, conhecida. Assim, quando Ozias Batista Neto fala de mobilidade urbana, a gente respeita porque o currículo dele recomenda; o mesmo vale para Boris Feldman se o assunto é carro; Paulo Cesar de Oliveira no mundo dos negócios, Nelinho com o futebol ou Bernardinho com o vôlei. Enfim, a quem entende caminhão é quem põe o pé na estrada, o traseiro na boleia ou a mão na máquina. Digo isto porque me incomoda profundamente a repetição de entrevistas com palpiteiros que falam sobre tudo sem compromisso com o tema... Não têm profundidade, às vezes sempre estiveram restritos ao mundo da teoria, de outras não leram mais que dois livros a respeito. É triste, por exemplo, ver alguém que nunca construiu uma ponte falando de engenharia de tráfego ou o cidadão que nunca pegou um ônibus escolhendo o melhor modal de transporte coletivo para a cidade.

O pior é que quanto mais fraco é o “especialista” mais ele se aparece com aquele líder comunitário ou sindical de ocasião: aparece, ganha projeção e lança candidatura, sempre com a justificativa de que “é o meio de fazer a mudança”. E eu me sinto culpado, com remorso, afinal, o Pequeno Príncipe ensina que ˜tu te tornas responsável por tudo aquilo que cativas”.  

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