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Sempre me impressionou a distância entre os anseios mais urgentes do povo e os discursos dos candidatos. Durante a campanha fica pior, mas, para não parecer alguém que quer tomar o lugar dos marqueteiros

20/05/2013 às 04:13

Sempre me impressionou a distância entre os anseios mais urgentes do povo e os discursos dos candidatos. Durante a campanha fica pior, mas, para não parecer alguém que quer tomar o lugar dos marqueteiros e ganhar as fortunas que recebem, evito ficar falando. Só que as repercussões do 1º de maio foram demais. A Dilma foi para a TV destacar a preocupação com a inflação e seu principal oponente, o Aécio, escolheu o mesmo tema para cutucar os petistas. Ora, todos nós tememos a volta daqueles tempos de preços malucos, reajustes várias vezes ao dia, mas, é preciso dizer aos que querem nosso voto em 2014 que os tempos são outros. No mesmo Dia do Trabalhador o Datafolha anunciou pesquisa que repetiu as perguntas de 30 anos antes e colocou as coisas nos seus devidos lugares: hoje, as preocupações dos brasileiros são mais urgentes. Queremos segurança, poder sair às ruas, estancar o avanço da praga mais destruidora – as drogas. Se, em 1983, a maioria dos brasileiros temia a alta do custo de vida, hoje quase a metade de nós teme é que um filho se envolva com as drogas. E é simples: em 1983 a inflação superou 200 por cento no país, contra uma estimativa de 6 por cento esse ano. E, atenção senhores governantes, depois das drogas, nossos maiores medos são ter a casa invadida por assaltantes e ser assaltado na rua. Outra coisa: o medo de perder o emprego ronda apenas 5 por cento dos brasileiros... Podemos sim acreditar nos economistas de que estamos perto do que chamam de pleno emprego; nossa preocupação deve ser outra, destacada pelo sociólogo Luiz Flávio Sapori, que é a de aumento da criminalidade mesmo em tempos de crescimento da renda, mesmo para os mais pobres. Alguém precisa dizer para os que ocupam os palácios que estamos morrendo de medo, na Savassi, no Palmital, no Belvedere, no Serra Verde, no campo, no shopping, na joalheria, na padaria, na farmácia, na festinha com amigos... Ah, e estamos apavorados com o avanço das drogas, seus estragos enquanto os que podem reagir discutem firulas para 2014. Ah, e não precisa ir longe para aprender, é só conversar com um dos seus, o deputado Duílio de Castro que traz no rosto das marcas dos ladrões. Fala com ele, gente!

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