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Entre o discurso e a prática

Entre o discurso e a prática

Mais uma vez vamos falar de três assuntos que têm dominado nossas conversas nos últimos anos: Anel Rodoviário, BR-381 e ataques de pessoas por cães da raça pit bull. E, mais uma vez, você vai pensar que este é um texto antigo porque ele apenas repete a indignação que nos persegue diante de tantas vítimas, tantos estragos e uma absoluta inércia das autoridades. No caso do Anel Rodoviário fica patente a diferença entre o que as autoridades dizem e o que efetivamente fazem porque enquanto mais 16 veículos eram arrastados por uma carreta, ferindo seis pessoas, enquanto o prefeito da capital e o governador do Estado exigiam providências, os deputados federais por Minas decidiam, lá em Brasília, garantir recursos no orçamento da União para o ano que vem a fim de construir uma nova sede do Tribunal Regional do Trabalho. Disse no rádio e na TV que o nosso TRT merece, tem excelentes serviços prestados aos mineiros... O problema é a prioridade. É isso que me chateia. A gente não consegue entender como dizem uma coisa e fazem outra, o tempo todo, entra ano sai ano. Será que, se o governador do Estado e o prefeito da capital quiserem mesmo mobilizar nossos deputados federais e estaduais, mais os senadores, não haveria mais empenho do governo federal na solução de duas de nossas principais obras – o anel e a “rodovia da morte”? E, em relação aos cães ferozes, sabendo que há uma lei estadual que é ignorada e as crianças continuam sofrendo ataques violentíssimos, será que ninguém vai tomar uma providência? Será que ninguém liga para o que mata, fere e deixa seqüelas? O problema, gente boa, é a distância espacial entre o que falam e o que fazem os que deviam resolver as pendengas.