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E nós, não vamos reagir?

E nós, não vamos reagir?

06/05/2013 às 02:13

Eu sei que a violência sempre existiu e que o crime é da natureza humana, mas, insisto: nós vamos continuar de braços cruzados, esperando a nossa vez, neste mundo de barbaridades, ou vamos reagir ao festival de absurdos cometidos por vagabundos cada vez mais folgados? Ontem, dois casos chamaram minha atenção. Primeiro, um infeliz que já tem vasto prontuário no Nordeste do país e, entre nós, além de outros delitos não apurados, aprontou uma inacreditável nas imediações da Cidade Administrativa, agarrou uma mulher que descera de coletivo, após o trabalho, e abusou dela várias vezes; depois, ligou para o marido e pediu mil reais de recompensa. Avisada, a polícia correu, o prendeu, depois encontrou a vítima amarrada, amordaçada e machucada no meio do mato. O infeliz disse, em entrevista, que não estava arrependido, e, em breve, estará solto de novo. Enquanto isso, o Departamento Estadual de Operações Especiais apresentava três dos quatro criminosos que fizeram um arrastão em prédio do Gutierrez na tarde do dia 2 de julho último. Eles reuniram moradores de três apartamentos, limparam as moradias levando dinheiro, jóias, eletrodomésticos e veículos, mas, principalmente, usaram de toda a violência possível. Agrediram os adultos, ameaçaram as crianças – colocando revolver na cabeça dos pequenos e ameaçando matar todos. Ficaram quase três horas levando o pânico às famílias e, não bastassem todas as suas maldades, ainda fizeram questão de levar um computador de um dos moradores – médico dos mais ilustres de Minas – no qual estavam armazenados dados de trabalho nos últimos 30 anos e pesquisas sobre doenças graves, incluindo a ação das chamadas superbactérias. Estou espantado com esses tempos de horror em que as autoridades não agem com o rigor esperado e nós, os pagadores de impostos, não exigimos as providências devidas. Acredite caro leitor, nada, nada mesmo me assusta mais, depois do que tenho assistido. A Polícia faz o que pode, tanto que o comandante do policiamento da capital, coronel Rogério Andrade, tem dedicado algumas noites deste mês para se reunir com moradores nas regionais, tentando explicar para os contribuintes suas dificuldades e pedindo também ajuda para o combate ao crime. Mas, sem o concurso de todos, todos nós, os bandidos vão vencer... Aliás, já estão vencendo a guerra.

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