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E ninguém vai apurar?

Sabe a principal diferença entre o mundo do serviço público de dez anos atrás e o de hoje? É a indiferença. É isto.

08/11/2013 às 08:42

Sabe a principal diferença entre o mundo do serviço público de dez anos atrás e o de hoje? É a indiferença. É isto. A diferença é a indiferença; o governador de Minas admitiu esta semana. Antes, se um veículo de comunicação ou uma organização questionava determinada prestação de serviço, no mínimo havia reação, resposta, nota oficial, preocupação. Hoje, a turma fica como rádio velho – nem liga. Um exemplo? A Justiça decidiu que uma menina de quatro anos e cinco meses deve ser devolvida aos pais biológicos, com quem viveu apenas dois meses. Explicando: a menina ficou os primeiros dez meses em companhia de um pai alcoólatra e uma mãe com depressão grave, até ser retirada, bem como os irmãos, e levada para um abrigo.  Um ano e tanto depois teve a guarda provisória concedida a um casal, bem resolvido financeiramente, estável do ponto de vista emocional e com uma filha já mocinha. Agora, dois anos depois, veio a ordem para a devolução. Não que os pais biológicos sejam pessoas más; o problema é que há uma serie de indícios de armação, a começar por um e-mail, enviado à época da guarda, pela dona do abrigo para o pai adotivo, desaconselhando-o a ficar com a menina e sugerindo que escolhesse outra.

Há denúncia de que os pais biológicos não teriam condições de pagar pela advogada que trabalha no caso e outras ilações graves. Pode-se julgar e condenar os pais biológicos? Não. Mas, é preciso apurar? Claro. E ninguém até agora se moveu. Pior, apareceu uma advogada, Jocye Rocha, que fala em nome de uma mulher cujos netos foram levados para o mesmo abrigo e nunca mais foram vistos. Essa profissional conta que foi buscar informações e acabou ameaçada, chamou a polícia e a guarnição da PM se limitou a fazer um Boletim de Ocorrência.  Em depoimento na Assembleia, a mesma advogada diz que já foi procurada por outras quatro famílias com denúncias semelhantes. Então, o deputado João Vitor Xavier entra no assunto e diz que há suspeitas de sequestro e tráfico de crianças, até porque, um dos netos da mulher que contratou Joyce já está morando em Goiás.

Nesse cenário maluco, a advogada diz que tem procurado o fórum de Contagem e não tem acesso a informações básicas; que foi orientada a procurar o fórum de Betim onde uma funcionária limitou-se a responder que o processo de adoção de uma das crianças passou por lá “a passeio” porque nada tinha a ver com a comarca. Enfim, é um samba do crioulo doido. Reparem que não escrevo aqui o nome do abrigo nem de seus proprietários, pois, não seria honesto acusá-los de coisas tão graves. O que precisamos é de apuração. Urgente. Séria. Vamos parar de fazer de contas que não é conosco! Podemos estar diante de um escândalo de proporções incalculáveis, mas, principalmente, vamos pensar no melhor interesse da Duda, a menininha que está no olho do furacão.

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