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Duas grandes notícias, repercussão zero

Duas grandes notícias, repercussão zero

06/05/2013 às 02:13

Quem tem como ofício apontar os defeitos alheios, tem também a obrigação de fazer a autocrítica. E, mais uma vez, quero declarar espanto diante da indiferença da mídia frente a dois assuntos importantes que foram tratados na última semana em Belo Horizonte. Durante dois dias, dirigentes das fundações e autarquias se reuniram em mais um encontro estadual do terceiro setor quando temas instigantes foram tratados, como a necessidade de mais e mais transparência nestas instituições. Também foi anunciada a decisão de questionar, na Justiça, a cobrança de impostos sobre produtos, insumos e serviços para as fundações (um computador, um tomógrafo, um carro, quando adquirido, paga ICMS, IPI e outros impostos) o que, na visão do representante do ministério público, o procurador Tomás de Aquino, fere a Constituição.

Na Câmara Municipal, vereadores de diferentes partidos se uniram numa Frente Parlamentar contra a Erotização Infantil e nós, do rádio, da TV e do jornal, que sempre os criticamos muito por falta de produção, não demos bola. Se não me engano, apenas a TV Câmara, a Rádio Itatiaia e o Hoje em Dia estavam lá. Alguém vai me convencer de que este assunto não deve ser pauta prioritária nos veículos? Quando o autor da proposta, Mohamed Rachid, adverte que uma menina de 3 anos só vai à padaria ou ao supermercado depois de se maquiar, ele não está fazendo um alerta impressionante? E quando lamenta que uma menina de 10 anos, no lugar de brincar de boneca, nina o próprio neném?

Neste mesmo seminário de lançamento, a coordenadora da Vara Cível da Infância, Rosilene Miranda Barroso da Cruz, antecipou alguns dados da pesquisa de doutorado que fez sobre a violência contra as crianças, confirmando lamentavelmente que os agressores estão quase sempre entre as pessoas que deveriam proteger os inocentes. Sei que os veículos de comunicação precisam de faturamento para pagar nosso salário; sei que faturamento depende da audiência, do número de leitores, da repercussão; sei, também, que o sangue, o futebol e as frivolidades estão entre o que mais dá ibope, mas, ainda assim, queria tanto que a gente dedicasse só um pouquinho de nossa energia para falar de assuntos graves que estão comprometendo o hoje e o amanhã.

Queria falar de esperança. De planejamento. De futuro. Por que nós, jornalistas, não podemos ser mais protagonistas e menos alarmistas?

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