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Dona Miralda

Dona Miralda

06/05/2013 às 02:13

Logo no começo de um novo ano, quero enviar-lhe notícias de como o caminhão vai rodando cá entre nós, neste mundo de expiação. Atendo a uma sugestão do amigo Luís Borges,impressionado com as constantes citações que tenho feito da senhora no meu dia-a-dia, talvez pela passagem do terceiro ano de sua viagem, provavelmente também porque, segundo os maias, dia 21 de dezembro tudo acabaria, enfim, estou com saudades. Sinto que a senhora tinha razão, o mundo já acabou. Vamos às artes: a Hebe, sua favorita, partiu; o Roberto, seu estimado, fez o mesmo show e granjeou o mesmo sucesso de todo ano; os hits da vez são “Assim cê mata papai” e “Aí seu te pego”, ou seja, a senhora não está perdendo nada. Em relação à economia, Belo Horizonte ostenta um nível de emprego sonhado pelos europeus e, ainda assim, a violência só faz crescer... Ah, aquele seu antigo sentimento de que a impunidade impulsiona o crime está rendendo frutos amargos... E, enquanto os ladrões fazem a festa, os pais afrouxam o cinto, sem aquela sua preocupação de criar sete filhos com carinho, roupa limpa, dente escovado e rédea curta. No futebol, seu Cruzeiro entrou no caminho do Galo, de trazer ex-jogadores e correr perigo; meu Galo até que reagiu, mas, até agora nada de a cereja chegar para o bolo nos animar. Ainda sobre futebol, acredite: gastamos uma fábula para fazer do Mineirão um dos melhores estádios do mundo, mas, por conta de nosso provincianismo e das briguinhas dos cartolas, o Atlético vai disputar a Libertadores no Independência – aquela arena onde parte dos torcedores não vê o jogo. Seguindo seus conselhos, vejo a política de longe: Minas continua dividida em dois grupos: os que amam o Aécio e os que têm medo dele, então, ninguém reage, ninguém briga pelos royalties de petróleo e um taxação decente do minério. Os prefeitos se revezam: os que chegaram continuam no palanque e os que saíram dão mil desculpas, mas, na verdade, falta salário, médico, professor, coleta de lixo... Uma dureza! Entrei num taxi dia desses e o motorista falou que, para esse ano, quer estressar menos. Sabe, vou entrar na onda dele e repetir o mantra: sou uma porta aberta que nada nem ninguém podem fechar... . Até lá e benção mãe!

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