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Direito de ir e vir; morar não!

O repórter é uma espécie de político sem mandato, que recebe pressões de todos os lados e, por conta de seu trabalho, às vezes desagrada.

21/10/2013 às 09:23

O repórter é uma espécie de político sem mandato, que recebe pressões de todos os lados e, por conta de seu trabalho, às vezes desagrada. Um dos assuntos mais complicados para quem tem a missão de captar as ansiedades é a problemática dos moradores de rua. Os que estão nesta condição já são sofridos demais para merecer qualquer tratamento que não seja de respeito, porém, muitas vezes, a sua presença resulta em dissabores para outros, pagadores de impostos e também cidadãos, que exigem providências. De que lado ficar? Como enfrentar o problema?

A Prefeitura de Belo Horizonte acaba de construir um acordo que me parece o mais inteligente. Soraya Romina, coordenadora do Comitê de Acompanhamento e Monitoramento das Políticas para a População em Situação de Rua da capital conseguiu reunir representantes dos direitos humanos, do judiciário, do ministério público e estabelecer normas de procedimento. Ficou combinado que os pertences pessoais - coberta, bolsa e chapéu, por exemplo - continuarão em poder dos que estão em situação de rua, mas, geladeiras, fogões e outros objetos que configuram uma fixação naquele lugar serão apreendidos pelos fiscais.

Parece-me atender às partes, pois, afinal, uma coisa é o direito de ir e vir, a outra é morar, criando constrangimentos como o atendimento de necessidades fisiológicas no meio da rua. Ademais, a Prefeitura está inaugurando mais uma república (na região Noroeste), vai iniciar um censo para saber quantos são e suas repercussões na política pública e acaba de assegurar, mediante convênio com a Aliança da Misericórdia, que também aos sábados, domingos e feriados (quando os restaurantes populares estão fechados) eles terão alimentação garantida.

Então, se o poder público garante abrigo com cama, banho e café da manhã, alimentação e o direito de estarem nas ruas, me parece justo dizer a esses irmãos sofridos que eles não podem se estabelecer em frente a uma residência cujo proprietário trabalha, paga impostos e quer ambiente adequado para a criação dos filhos – ficando bem claro para os que gostam de confundir as palavras da gente que um pobre passando na rua não deve ser alvo de qualquer sentimento que não seja o de solidariedade, mas, na porta da nossa casa não é lugar de pobre ou rico fazer sexo ou xixi.

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