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Diga-me com quem tu andas...

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06/05/2013 às 02:13

Não conheço detalhes do processo e, ainda assim, ouso afirmar que nunca duvidei da culpabilidade do goleiro Bruno neste caso rumoroso que envolve o desaparecimento de Elisa Samúdio. Pesam, nesta avaliação, muitos fatores, mas, principalmente, a relação entre o jogador e seus amigos mais próximos. É claro que os jurados que estarão reunidos a partir de hoje em Contagem – se é que teremos júri – não decidirão com base em impressões; entretanto, creio que o senhor e a senhora concordam comigo: toda vez que o Bruno aparece, o rosto que está ali não é de um facínora, aquele assassino frio que planeja e faz desaparecer o corpo da ex que insiste em ter uma compensação pelos momentos de prazer. Aquele moço, que passou pelo Atlético, ganhou fama internacional no Flamengo, era ídolo da maior torcida do Brasil, é o retrato da maioria de jogadores e músicos cujo sucesso profissional não é acompanhado de crescimento pessoal. Então, começam a fazer loucuras... Sem desrespeito à cidade de Ribeirão das Neves, pode-se dizer que Bruno morava numa mansão no Rio de Janeiro e continuava se comportando como aquele menino pobre da periferia na região metropolitana de Belo Horizonte. Macarrão cuidava de sua agenda, seus negócios, suas relações mais íntimas... E, como era de se esperar, aconteceu de o goleiro engravidar uma dessas pobres moças, sem berço, sem raízes, que saem em busca de sobrevivência a todo custo. Sem o mínimo de responsabilidade, Bruno virou pai. A moça cobrou a fatura. Dizem que ela queria 30 mil reais por mês. Se o cidadão estava ganhando 200 mil reais por mês, já tinha pré-contrato para ganhar o dobro no exterior, por que não pagar a pensão? Aí, entram as más amizades, os maus conselhos, começam as ameaças e, depois, o sumiço de Elisa. Consumada a lambança, a situação – já gravíssima – de Bruno só piora. Os policiais que o buscaram no Rio filmaram uma conversa e entregaram para a TV mais poderosa; os advogados de defesa começam um show de horrores. Um deles chega ao ponto de dizer que foi Macarrão quem matou, depois muda de ideia e diz que Elisa está viva, no Leste Europeu. É por essa e outras que, há séculos, o pai costuma dizer ao filho para ter cuidado com as companhias, pois, dependendo delas,  “...lhe direi quem tu és!”.

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