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Dia da vergonha na cara

Dia da vergonha na cara

06/05/2013 às 02:13

Hoje é o Dia Internacional do Combate à Corrupção. E nós, brasileiros, devíamos fazer manifestações nas maiores praças públicas, lotar as redes sociais de recados e assumir compromissos para mudar o futuro de nossos filhos. Hoje a gente deveria escrever ao nosso deputado, vereador ou senador perguntando o que ele tem feito no combate à ladroagem. Hoje, quando a maioria das escolas já está de férias, deveria ser dia especial, de hastear a bandeira e cantar o hino nacional, prometendo amor de verdade aos princípios da pátria. Há uma data para lembrar a roubalheira desde 2003, quando foi firmada a Convenção das Nações Unidas contra a corrupção, obrigando aos países signatários o cumprimento de suas prescrições para por fim a suborno, enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro e improbidade administrativa. Mais uma vez a gente aderiu, fez festa, prometeu ação e continua fingindo que não é conosco. Todo dia tem um caso novo, envolvendo o governo federal, os estaduais, as prefeituras... Basta dizer que sete ministros já saíram do governo Dilma que sequer completou o primeiro ano... Todos eles dizendo que foram vítimas de perseguição política e repórteres mal intencionados, todos eles sem respostas para perguntas simples como quem pagou pelo jatinho usado no vôo privado, como a empresa de consultoria conseguiu arrecadar tanto dinheiro e quem pagou por suítes suntuosas de hotéis e motéis para noitadas de farra. É impressionante como o “por fora” continua roubando na nossa paz e ameaçando o futuro. Agora mesmo, quando um juiz afasta dois vereadores e investiga mais nove, sob acusação de que teriam recebido dinheiro para liberar a construção de um shopping em Belo Horizonte, a gente se pergunta: uai, e o empreendedor, num vai prá cadeia? Vai ficar só como testemunha? Bancar a vítima? É um nojo, meus amigos, mas, quem como eu convive com essa gentalha ainda que superficialmente sabe que o “toma lá dá cá” funciona para valer, o tempo todo. E a gente sabe que quando um detentor de mandato público procura um advogado pedindo socorro, a primeira coisa que o doutor do Direito diz é “não perde a eleição que o resto vai-se enrolando”. Já que a cara dessa gente que mete a mão no dinheiro público não queima mesmo, a solução é lembrar a cada um deles que caixão não tem gaveta e quando estiverem lá ainda vai ter gente aqui fora falando baixinho: “Tomara que queime nas profundas dos infernos”.

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