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Detector de estresse

Quando me contaram, procurei o psicólogo Jânio Carlos para ver se era verdade. E é.

10/11/2014 às 08:57

Os que me conhecem mais de perto sabem de minhas dificuldades com a tecnologia. Operar um celular é uma luta. No computador, além de escrever e mandar imprimir, tudo é mais complicado. No fundo, estou convencido de que me falta é vontade de aprender. Quando a gente quer, consegue. Como ainda sou amante das máquinas de escrever manuais e prefiro a carta ao e-mail, pago o preço de carecer da ajuda das filhas em qualquer tarefa simples como baixar um aplicativo ou enviar um texto por computador. Talvez por isso esteja tão assustado com a mais recente descoberta: há um equipamento capaz de mensurar fatores ligados à percepção, tomada de decisões e à coordenação motora de um profissional com tanta precisão que é possível prevenir de forma altamente eficiente acidentes de trabalho. Quando me contaram, procurei o psicólogo Jânio Carlos para ver se era verdade. E é.

Com comprovação científica, o sistema realiza uma avaliação psicométrica e relaciona os erros que geralmente antecedem um acidente, a fim de identificar aqueles trabalhadores que têm dificuldades ou estejam mais propensos a se envolverem em algum tipo de acidente na execução de atividades laborais pela empresa. Tudo começou muito tempo atrás, com estudos do norte-americano John Reid – ele mesmo, o inventor do detector de mentiras. Mais tarde, já depois de seu falecimento, a “Benchmark Empresarial” – empresa de assessoria que atua na busca da melhoria e do desenvolvimento da gestão organizacional - comprou os direitos e, com a ajuda de argentinos, desenvolveu o método e já o aplica em grandes grupos com atuação nas mais diversas atividades.

As explicações de Jânio convencem. Diante do equipamento, a pessoa responde a estímulos com gestos e procedimentos que permitem a percepção de dificuldades para identificar e reconhecer riscos, bem como a incapacidade de captar o que ocorre ao seu redor e processar os estímulos da situação a resolver. Pode, também, detectar tendência a assumir condutas de risco desnecessárias; superexposição a perigos que podem ter consequências que afetam sua integridade física ou a de terceiros. E mais: o sistema aponta dificuldades de coordenação motora, como falhas na execução de manobras, que impossibilitam movimentos. Enfim, o equipamento pode prevenir acidentes do trabalho, que causam mutilação, prejuízos enormes às empresas e à economia do país. 

O mais incrível é que a gente se convence de que a máquina é uma possibilidade real, pois, como diz o psicólogo, nela são armazenados dados do procedimento padrão de milhões de pessoas; assim, o que destoa é digno de atenção especial e avaliação individual. É o mundo, gente boa... Fico aqui pensando se você levar essa maquininha para a Rua Rio Grande do Norte numa sexta-feira à tarde e aplicar o teste nos motoristas presos no engarrafamento e o equipamento não vai explodir... Ou, quem sabe, quarta +a noite no Estádio Independência?

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