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Descanso?

Descanso?

06/05/2013 às 02:13

Nunca gostei muito de acompanhar a “moda”. Tanto que, em outubro do ano passado, aproveitando a semana de recesso na escola da filha menor segui para um velho e conhecido destino: Rio Quente, em Goiás. Lá, me deram um quarto com cama de casal, uma filha no sofá e outra no chão. Depois da briga, mudaram. Já tinham estragado o passeio. Pior que isso foi saber que, num lugar tradicionalmente reservado ao descanso, agora têm convênios com colégios paulistas que mandam hordas de adolescentes mal educados, capazes de infernizar noites e madrugadas.

Esse ano, ignorando a antipatia pelo que está “na moda”, lá fomos nós para Punta Cana, na Republica Dominicana. O “pacote” foi ajustado seis meses antes - pago com antecedência - tudo dentro do figurino, para evitar estresse. Depois de uma viagem sofrível de avião, lá estávamos num domingo, ao meio-dia, para ouvir do recepcionista que o quarto não estava pronto e, por isso, deveríamos aguardar até as 3.

Liberada a chave, encontramos os apartamentos 1127 e 1128 do Caribe Clube Princess com mofo (de maresia), muitos pernilongos e voltados para o mangue, área que contém apenas água, mato e mosquitos. Isso mesmo. Deram-nos quartos que, embora no Caribe, não tomam sol nunca. Ah, duas horas depois de chegar aos “aposentos”, continuávamos cobrando as malas, mas, do outro lado, tranquilamente, uma voz sempre dizia: “Senõr, estás a camino... É que son muchas maletas!” Com a paciência no fim, fui lá e encontrei as malas no mesmo lugar, diante de um funcionário que foi logo dando bronca: “O senõr no hablou su habitácion”. Eu mesmo levei as malas.

Nos dias que se seguiram, havia sempre algo me dizendo que nós, os brasileiros, não éramos bem-vindos àquele hotel em decadência, cujos servidores gostam mesmo é de falar em inglês, francês e russo – é, estão muito empolgados com a grande presença russa por aquelas bandas. Ficam forçando prá acertar no russo, mas têm preguiça de falar uma língua mais próxima – o português e não fazem o menor esforço para entender o “portunhol”.

Quando eu estava quase concluindo que sou um velho rabugento de mal com a vida, tive a prova definitiva de que não era o lugar ideal para passar férias. Reservei um jantar no restaurante brasileiro dentro do hotel... De início, serviram-me vinho tinto com a temperatura ambiente (mais ou menos 30 graus). Não fosse o bastante, o garçom, de forma ostensiva e deliberada, foi servir primeiro os europeus nas primeiras rodadas e, na quarta, simplesmente ignorou a mesa da minha família. Gritei e disse-lhe “obrigado”, ao que ele, ironicamente, respondeu: “No me gusta obrigado, mas si gracias”. O mandei para aquele lugar e fui embora, certo de que o Caribe tem uma praia linda, mas, aquele galpão que chamam de aeroporto, onde a primeira fila é para pagar a taxa de entrada e a segunda é para conferir se pagamos mesmo, jamais me verá de novo. Pu (n) ta Cana!

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