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Depende de você

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06/05/2013 às 02:13

Quando o Pascoal e eu decidimos tornar público nosso tratamento para câncer de próstata, estávamos convencidos de que poderíamos ajudar a alguns homens que continuam indiferentes ao risco real de contrair a doença e, mais que isso, de não tratá-la a tempo. A imensa repercussão mostrou que estávamos certos: quando levamos aos ouvintes a informação de que fomos alvo da doença e que buscamos o pronto socorro médico, lembramos que o risco é real e prevenção, combinada com juízo, é o melhor remédio. Assim como outros tipos de cânceres, o de próstata tem algumas causas conhecidas, como hereditariedade, meio ambiente (poluição, por exemplo) e alimentação inadequada. Mas, todos já ouvimos de médicos que todo homem o terá um dia, a menos que morra antes... Ou seja, a tendência é que chegue depois dos 60, 70 anos, mas, a cada ano surgem casos em homens mais jovens. No meu caso e do Pascoal a doença chegou quando tínhamos 51 anos. Eu fiquei pesquisando dois anos e meio, até a descoberta, já na segunda biópsia... Com o Pascoal foi diferente: depois da percepção de que o exame de sangue PSA estava alterado, fez os exames laboratoriais e confirmou a doença. Ele foi operado no Hospital Felício Rocho, eu no Mater Dei, ambos por uma técnica pouco conhecida embora presente no Brasil há 20 anos: a braquiterapia... Agulhas colocadas na região do períneo são conectadas a cateteres e estes a uma máquina que pode enviar porções de irídio ou sementes de iodo até as células doentes, para combater o câncer. Existem outras combinações, como as sessões de teleterapia (radioterapia externa). As chances de cura são mais ou menos as mesmas da já tradicional cirurgia que consiste na extração da próstata, mas, inegavelmente, por ser menos agressiva a braquiterapia oferece menos riscos e efeitos colaterais. Enfim, o que importa é lembrar aos homens que o câncer de próstata existe, é uma ameaça e pode matar. Mas tem cura. Então, depois dos 40, é necessário visitar o urologista pelo menos uma vez por ano e realizar os exames propostos, além de passar pelo toque retal. Constatada a doença, é conversar com um oncologista e decidir pelo melhor tratamento, sem desespero, sem desânimo, sem sentimento de culpa. Afinal, uma folha não cai da árvore sem que haja uma razão para isso e, se o papai do céu quer nos fazer passar por essa provação, ele tem suas razões. Viva Ele, viva nós!

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