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Defesa ou escárnio?

Defesa ou escárnio?

06/05/2013 às 02:13

Já reclamei neste espaço da atuação de alguns advogados. Peço à maioria desses profissionais que me desculpe, mas, francamente, alguns francos atiradores com carteirinha da OAB têm me tirado do sério. Essa turma de famosos que defendem os mensaleiros em Brasília arranja cada explicação! E os defensores do Bruno? Coitado dele! Agora, mais uma inacreditável durante o julgamento de Marcos Trigueiro, na última terça-feira, em Nova Lima. O doutor, que continua insistindo em qualificar o sanguinário de doente, dirigiu-se aos jurados pedindo a eles que dessem um “tapa na cara” dos legisladores inocentando o matador porque, na visão dele, considerando que o maníaco já tinha sido condenado há mais de 30 anos em outros processos – e a pena máxima no país é de 30 – seria desnecessário apená-lo de novo. É muito prá minha cabeça.

O doutor acha que as famílias de duas das cinco vítimas de toda a crueldade de Trigueiro não precisam de satisfação. Ainda bem que o júri o ignorou e condenou o infeliz a mais 36 anos de prisão, totalizando, até agora, 98 anos... E este foi o terceiro de um total de cinco júris que ele terá de enfrentar porque, afinal, matou fria e barbaramente, cinco mulheres (pelo menos), depois de submetê-las às mais selvagens formas de abuso sexual.

Indivíduos como esse Trigueiro deviam ficar os 30 anos sem qualquer regalia, dividindo seu tempo entre dormir sete horas por noite e quebrar pedras o restante do tempo, para calçar nossas ruas de cidades pobres e pagar pela comida que lhe fornecemos.

Mas, em compensação há uma notícia boa na semana: aquele administrador Gustavo Henrique Oliveira Bittencourt, de 25 anos, vai a júri popular pela morte do empresário Fernando Félix Paganellli de Castro, em 2008. Naquela madrugada, Fernando ia para o trabalho e foi esmagado pelo carro de Gustavo que estava na contramão, em plena Avenida Raja Gabaglia. A decisão é de uma das turmas do Superior Tribunal de Justiça. Tomara que o nosso Tribunal de Justiça aprenda a lição porque tem, reiteradamente, derrubado a decisão de juízes e promotores que querem julgar os assassinos do trânsito por crimes dolosos e não cair para as famosas cestas básicas, que só estimulam a impunidade. Ninguém aguenta mais qualquer tentativa de abrandamento da pena para quem dirige bêbado, na contramão, sem carteira, mata e depois alega que não queria provocar a tragédia. Quem pensa em contrário que dê uma pesquisada em como ficou a família de Paganelli depois da morte dele.

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