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De volta, o festival da esquisitice

De volta, o festival da esquisitice

06/05/2013 às 02:13

De dois em dois anos, temos eleições e eles voltam. Invadem as ruas, o rádio e a TV pedindo seu voto com discursos inacreditáveis. Quando a gente dá uma olhada na lista dos que esperam aprovação para a disputa proporcional em Belo Horizonte é de arrepiar.

A própria forma como se apresentam é de mexer com a nossa imaginação. Uns fazem a ligação do nome com a profissão: Adão Caetano do Samu, Alexandre INSS do Padre Eustáquio, Tininho Flanelinha, Graça do Brejo e da Pipoca e Rogério Fernandes da Força.

Outros se autoelogiam, como Afonso Vencedor, Júlio Espetáculo, Teinha o praça e Riva Gente Boa. Tem, também, os que querem se identificar com causas sociais, como Ana da Sopa, Amadeu dos Sem Casa, Papai do Aglomerado Serra e Sirlene Cadeirante.

Existem alguns cujos apelidos indicam aparentes excessos, como Toninho Rato, Maré Bigode, Ney Girafa, Claudio Raul Seixista,  Fernando Bagão, Obama BH, Toninho Pipoco, Juju e as Formiguetes, Marcelo Botão, Vovô do Rock, Lili Cangaceira, Robson Rastafari e Tarcisio Vaga-Lume.

Tem gente que se apresenta com nomes rápidos, na esperança de marcar: Viçoso, Xaxá, Do Galo, Boi, Poiô, Vivi, Ganso, Bacalhau, Mica, Ganjão, Sapão, Zidra e Ulda.

Há, como sempre, alguns que ficaram já conhecidos, pelos mais diversos motivos, como os delegados Islandi Batista e Edson Moreira, o coronel Piccinini,  advogado Ercio Quaresma, a mãe Jocélia Brandão e um ex-prefeito, Maurício Campos.

Tem família querendo fazer a sucessão: os Patrus apostam em Pedro, os Castro em Rodrigo. Dá de tudo. São 1.152 candidatos a vereador em Belo Horizonte, 20.825 em Minas e nada menos que 199.372 brasileiros querendo uma vaga nas câmaras municipais do Brasil.

A lei é muito ingrata com a maioria porque dois terços do tempo de exposição no rádio e na TV são distribuídos conforme a representação dos partidos no Congresso. O que sobra para os pequenos partidos e seus sonhadores são segundos por dia.

O jeito é se virar, até porque as câmaras municipais de cidades vizinhas à capital não vão se assustar. Lá existem Prutaco, Cássio Topa Tudo, Pedro Galo de Briga, Piquineu, Cabaça, Cachorrinho d’água, Ném da Bidoca, Piu Cigano, Doce veneno, Bodão e Juninho Passo Preto. E, no caso da Câmara da capital o impacto será menor ainda porque ali Índio é preto, o Preto é branco e o médico José Brasil, vereador de dois mandatos, assegura: “É a casa do espanto!”.

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