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Conversa prá boi dormir

Se há uma área em que políticos de todos os partidos estão absolutamente em pé de igualdade no nosso Estado é o combate às drogas

06/11/2013 às 09:31

Se há uma área em que políticos de todos os partidos estão absolutamente em pé de igualdade no nosso Estado é o combate às drogas. Até aqui, só fizeram discursos, reuniões e promessas. Começou ontem e termina amanhã  mais um seminário, este com o pomposo título de “Políticas sobre Drogas: cenários, avanços e desafios”. O objetivo é fomentar o realinhamento das ações no contexto das políticas públicas, propiciando um espaço de debate entre representantes dos diversos segmentos sociais e estruturas de governo. Também é sua proposta a elaboração de proposições e estratégias efetivas frente às demandas da temática. A previsão é que 800 pessoas, indicadas nas 187 conferências municipais e regionais que mobilizaram todo o Estado, participem das discussões sobre os eixos: saúde, defesa social, educação e desenvolvimento social.

Virão autoridades de todas as partes do país e a boa notícia é que o secretário nacional de Políticas sobre Drogas é Vitore Maximiano e não mais sua antecessora que, no ano passado, teve a coragem de dizer que não vivemos uma epidemia de crack no país. Há um parágrafo no release sobre o evento que é a síntese bem acabada de texto bem preparado na base do “embromation”. Diz que “na oportunidade, será apresentado aos participantes um histórico de avaliação dos ciclos das políticas e ações que perpassam pelo tema drogas, desenvolvidas pelo Governo de Minas nos dez anos de criação da Subsecretaria de Políticas sobre Drogas. Além disso, haverá a exibição das propostas prioritárias para os próximos anos”.

 A menos que eu esteja muito mal informado, vão conversar sobre o que não existe. Não se conhece nada de concreto a não ser uma serie de documentos e compromissos assumidos. O governo federal está de longe, o governo do Estado continua fingindo e a Prefeitura da capital nem liga de ser chamada de omissa. Havia, no orçamento da PBH para o ano passado, a fortuna de 50 mil reais (não são 50 milhões, não, são 50 mil) para a política de prevenção e combate às drogas que nem sei se foram usados. No governo do Estado, o secretário Eros está lá por conta dos acertos políticos e o Clóvis, o antidrogas, é esforçado, mas não tem nem dinheiro nem prestígio junto ao núcleo de decisão.
Aposto que, ao final, dirão que não há verbas para os programas. Também pudera: quase 1.000 pessoas no resort mais procurado do Estado por três dias... As diárias levam o dinheiro da prevenção!

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