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Como somos folgados!

Como somos folgados!

06/05/2013 às 02:13

Eu não queria ser soldado nesta época do ano. O Carnaval remete à alegria, mas, a comemoração é confundida com baderna e beber demais passa a ser obrigatório, ainda que a pessoa não esteja preparada, física e emocionalmente para tal. O militar é sempre chamado para por ordem na festa, mas, se ele precisa intervir, fatalmente será tratado como um intruso que odeia gente feliz, será provocado (“xingado” mesmo) e, em reagindo, irão atrás da imprensa para denunciar “os abusos”.

Este ano a proximidade da folia me assusta mais porque vivemos uma epidemia de irresponsabilidade. Um caso foi registrado em Nova União onde um casal entrou no meio da mata, de noite, ligou para uma rádio dizendo que era vítima de seqüestro, chamou a polícia, clamou por socorro e, ao final, acabou autuado por falsa comunicação de crime... No mesmo fim de semana, dois soldados da Polícia Militar lotados em Sabará que foram à paisana para o Mercado Central, em Belo Horizonte, beberam enquanto agüentaram (um deles iria dirigir em  seguida) e, depois, resolveram urinar... O fizeram em pleno estacionamento – um dos mais movimentados da cidade. Advertidos pelos seguranças, partiram para a pancadaria, seguida de muitas ameaças. Eles acham normal urinar em qualquer lugar.

Dia desses, outro marmanjo foi preso em plena Praça da Estação porque insistia em tirar a roupa... Queria ficar peladão de qualquer jeito. Ainda hoje tem gente reclamando que não deviam tê-lo com truculência... Será que vamos ter de tolerar as mais bisonhas gorduras mal localizadas, acompanhadas de muxibas, por que a praça é do povo? Dê uma observada nas crianças de hoje. Acham quer podem tudo. Preste atenção nos jovens... Eles querem tomar todas e mais algumas, fazer xixi em frente à casa da gente, sexo no meio da rua, tudo o que vier à cabeça, inclusive fumar um baseado.

E, se você reclama, é velho, conservador, mal amado, odeia alegria. Abrem um bar na sua porta, enchem a calçada de mesas e cadeiras, permitem violão ao vivo (quase sempre acompanhado de vozes horríveis como a minha) madrugada a fora... Que se danem os que precisam dormir e os que têm doentes ou bebês em casa... O maior problema nosso, depois da falta de educação e dos respeitos aos limites, é a ausência de um aparelho que ainda não existe no mundo real e cuja denominação ainda não está prevista nos dicionários: “Desconfiômetro”.

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