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Como explicar?

...Aliás, seria um comunicador mais feliz se pudesse atender pelo menos a metade dos questionamentos que me fazem...

08/09/2014 às 10:07

Paulo Cesar Silva Chaves enviou-me o seguinte e-mail: “Moro em Sete Lagoas, trabalho em Belo Horizonte e sempre estou deslocando utilizando a BR 040 para chegar ao trabalho. Quando tem acidente ou manifestações, ficamos presos no congestionamento por aproximadamente quatro horas ou mais, considerando que a referida 040 não tem outras saídas. Agora para minha surpresa estão construindo um parque de pedágio no trecho Sete Lagoas a Belo Horizonte; as placas já estão no local avisando das obras. Sou a favor a pagar pedágio, quando a via oferece boas condições de trânsito e segurança, o que não é o caso da referida BR 040 até porque o asfalto está cheio de remendos e rachaduras. Onde estão os nossos políticos?”.

Sinceramente, gostaria de ter respostas para o Paulo. Aliás, seria um comunicador mais feliz se pudesse atender pelo menos a metade dos questionamentos que me fazem. O problema é que, na maioria das vezes, eu também não compreendo. Poderia apenas cumprir o papel de repórter, buscando a informação na fonte e transmitindo-a, mas, em certas ocasiões, ninguém quer explicar. Ou, sabe explicar. Permita-me, caro Paulo, acrescentar perguntas às suas: como pedir ao cidadão mais dinheiro sem oferecer o mínimo de respeito? Quem explica como, só na semana passada, esta mesma 040 sofreu sete interrupções, sendo que, na última, quinta-feira, um caminhão ficou dependurado perto da capital e o trânsito só foi restabelecido nove horas depois? Por que, no caso desse acidente, o guincho iniciou a retirada do veículo quatro horas depois do tombamento? Por que uma estrada tão longa não tem, pelo menos nas imediações das grandes cidades, recursos disponíveis para remoções urgentes? Aliás, porque não temos um guincho de plantão pelo menos no Anel Rodoviário de Belo Horizonte para atender ocorrências mais próximas? Como é possível que o Paulo esteja reclamando da qualidade do asfalto depois do tanto que gastamos nesse trecho Sete Lagoas – Belo Horizonte nos últimos dez anos.

Eu poderia elencar mais quinhentas perguntas, mas, como usuário da Fernão Dias por duas décadas, antes e depois da privatização, e como observador das mazelas do serviço público, digo ao Paulo e a todos os mineiros que o pedágio – embora inexplicável para cidadãos que já entregam ao governo perto de 40 por cento de tudo o que conseguem trabalhando – ainda é o melhor remédio. Pelo menos dentro de mais alguns anos o proprietário de veículo terá piso decente, sinalização razoável e assistência de emergência. DNER e DNIT são duas siglas que já nos fizeram sofrer muito nos últimos 70 anos. Enquanto a gente não votar melhor, enquanto não tivermos pelo menos um caminhão parado por dia para verificação de suas condições de trafegabilidade, neste Estado, enquanto tivermos 200 patrulheiros (no turno) para 10 mil quilômetros de rodovias é melhor privatizar. Aliás, dando um trato na sentença, é pagar ou morrer. De acidente ou de raiva.


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