Eduardo Costa

Coluna do Eduardo Costa

Veja todas as colunas

Mais Notícias

Começa logo, Copa do Mundo!

Começa logo, Copa do Mundo!

06/05/2013 às 02:13

Estou impressionado com a má vontade, a intolerância e a falta de respeito com que estão tratando o cliente no Brasil. Vejamos um serviço que era sinônimo de bom atendimento: as companhias aéreas. No domingo, 17, depois de uma noite inesquecível assistindo aos desfiles das campeãs, no Rio, fui ao Aeroporto do Galeão e pedi a moça da Gol que antecipasse minha volta a Belo Horizonte. Ela avisou que havia uma taxa de 199 reais e que seria um voo com escala em São Paulo. Tudo bem. O avião vinha do Amapá, passaria por Belém e teria como destino final Porto Alegre. Viagem continental. Chegou atrasado. Chegamos atrasados em São Paulo, onde outra mocinha da Gol gritava: “Os de Belo Horizonte, por aqui!” Cinco separados, foi curta e grossa: “Perderam seu voo; aqui está o voucher, peguem um táxi e sigam para Congonhas onde serão acomodados em outra partida das 3 da tarde”. Depois de brigar pelas malas, cumprimos as ordens. No novo aeroporto, foi difícil provar que estávamos no voo. Dentro do avião, as mais explícitas manifestações de desapreço e falta de respeito, a começar por brincadeiras entre um comissário que estava em serviço e outro que pegava carona, acerca de futebol. Um jovem passageiro aproximou-se do comissário e disse que havia alguém em seu assento. Ele continuou mexendo em gavetas e respondeu: “Me desculpe, mas você vai ter que procurar um lugar vago e se assentar”. Começou a viagem. Outro rapazinho com crachá (que também pegava carona) e o comissário de folga tomavam café e se divertiam enquanto o serviço de bordo passava sem me enxergar na primeira fila. Fui a eles e pedi um cafezinho, ao que responderam: “Este que estamos tomando é do comandante... O senhor tem de tomar o da tripulação...”. Mas, ponderei, o moço passou por mim. “Vá atrás”, sintetizou um deles. Desisti. Depois, tive de ouvir o comandante agradecer “pela escolha” quando acabava o sofrimento em Confins. Já que a Agência Nacional de Aviação não dá conta e o governo é sabidamente incompetente para fiscalizar, será que o mineiro Constantino – o dono - não pode viajar disfarçado de brasileiro comum de fez em quanto para ver como estão tratando sua galinha dos ovos de ouro? Por que será que as companhias aéreas nos tratam como se estivéssemos viajando de graça e sem ser convidados?

Escreva seu comentário

Preencha seus dados

ou

    #ItatiaiaNasRedes

    RadioItatiaia

    No Dia Nacional da Visibilidade Trans, Letícia Imperatriz, mulher trans, diz que ainda há muito o que melhorar #itatiaia

    Acessar Link

    RadioItatiaia

    Município admite necessidade de aumentar número de leitos pediátricos #itatiaia

    Acessar Link