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Com o chapéu dos outros, é fácil!

Com o chapéu dos outros, é fácil!

Dois cidadãos mineiros mandaram e-mails para comentar a relação entre diminuição na conta de energia e a nossa realidade tributária. Acho que o melhor é publicar aqui trechos dos textos deles, considerando que jamais serão ouvidos pelas autoridades da área econômica. Primeiro, Carlos Ferreira: “Muito se fala em diminuição dos valores da conta da energia elétrica. Pra mim, que estou na faixa dos 50 anos, isso não significará nada para o consumidor. Ora, essa história me faz lembrar o barateamento do preço dos combustíveis. Eu nunca vi, de fato, a queda na bomba do posto. Agora, quando há o aumento, tudo sobe em função disso: os alimentos, a passagem de ônibus, a roupa, os calçados, o pão, etc. Certa vez alguém comentou (acho que foi você) a questão das embalagens de alguns produtos. Estavam percebendo que não havia aumento há muito tempo. Aí, descobriram que não havia aumento porque as embalagens estavam diminuindo o volume do produto. De fato, alguns, que antes, vinham em embalagens com 500 ou 600 gramas estavam agora sendo comercializados por 400 e até 300 gramas. Lembro-me que comprava granola de 500 gramas e quando retornava ao supermercado, o preço continuava o mesmo mas a embalagem estava cerca de 100 a 200 gramas abaixo do peso anterior”. Já Marcos Geraldo Costa diz : “Este negócio de reduzir o custo a energia elétrica é muito bom e aprovo, mas as empresas como a CEMIG e outras tem também os seus programas, custos e investimentos que nessa hora são desconhecidos pelo governo federal que gosta muito de “aparecer” transferindo a “batata quente” para os outros em troca do seu sucesso para com a população brasileira. Ao invés de reduzir a “elevadíssima carga tributária” e diminuir seus gastos com mordomias. Sou aposentado conto com 70 anos, mas como a aposentaria (R$1.420,00) ficou muito defasada, e este governo que só sabe arrecadar, nos esqueceu sou obrigado a trabalhar para manter minha família e ainda contribuir com o governo . Se você é micro empresário, faça as contas do que paga de ICMS, IPI, IRPJ, CSLL, COFINS, PIS e outras siglas e depois me diga se é possível ser feliz”.