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Cine Brasil

Entre os lugares nos quais papai do céu há de me permitir pisar um dia está a cidade de Praga. Pelas fotos, é o lugar mais bonito do mundo.

09/10/2013 às 09:34

Entre os lugares nos quais papai do céu há de me permitir pisar um dia está a cidade de Praga. Pelas fotos, é o lugar mais bonito do mundo. A mão Dele protegeu seus prédios e suas ruas das bombas que tantas guerras já produziram. Quem já passou por Paris sabe que há uma área da cidade mais charmosa que é especialíssima. Por quê? Porque o Quartier Latin abriga a Universidade de Sorbonne e, na parede da frente de muitos daqueles prédios de centenas e centenas de anos existem placas dizendo: “Aqui morou...”. Ou seja, respeitam a história, preservam as marcas de uma época e reverenciam seus heróis.

Fiz essa rápida viagem para dizer da tristeza de constatar que dificilmente um prédio resiste há mais de 30 anos em Belo Horizonte. A gente continua sem entender o real sentido da palavra “tombamento”. Por isso, quando qualquer político dá palpite sobre o Mercado Central fico arrepiado feito porco espinho, pois, sabemos que aquela praia dos mineiros só é o que é por não ter governo no meio. Da mesma forma, que alegria de saber que o Cine Brasil está de volta.

 Reinaugurado na noite de ontem, recebe, a partir de hoje os murais de Portinari – “Guerra e Paz” – numa oportunidade única para os mineiros se orgulharem de um trabalho que encanta o mundo e enfeita a sede da Organização das Nações Unidas, em Nova Iorque. É muito legal saber que uma multinacional, a Valourec, comprou o prédio sete anos atrás e o reformou, criando ali um centro cultural voltado tanto para as artes cênicas quanto para outras atividades artísticas. Sei que muita gente vai dizer coisas do tipo “não fazem mais que a obrigação; compraram a Mannesmann, levam dólares para o exterior”, essa cantilena que conhecemos de cor.

O que conta é que o Cine-Teatro Brasil, como originalmente chamado, foi construído em 1932 para funcionar como o principal cinema e o maior teatro da cidade. Um edifício de 11 andares, desenhado pelo arquiteto Alberto Murgel – um dos precursores do concreto armado e traz a fachada em pó-de-pedra, acabamento típico do estilo arquitetônico art déco. Ou seja, história pura. Raridade (infelizmente) na nossa cidade. Quase virou pó. Em 2000, depois de desativado o cinema, uma decisão judicial invalidou o tombamento do edifício pela Prefeitura, mas, diante do clamor da opinião pública, o prédio foi tombado pelo Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico de Minas. E está salvo. Guardando nossas lembranças...

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