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Chifrudos, cínicos e covardes

Chifrudos, cínicos e covardes

06/05/2013 às 02:13

Todos nós sabemos que um júri é a encenação mais próxima de uma peça teatral. Sabemos, também, que o resultado de um julgamento é muito mais fruto do desempenho de acusação e defesa do que dos autos e provas eventualmente arrestadas. Por isso, ainda que exóticos, fanfarrões e acima de tudo exibicionistas, os criminalistas merecem nosso respeito quando desempenham suas funções, independentemente do (aparente) crápula que estejam defendendo.

Mas, vez por outra, a retórica do defensor ultrapassa nosso poder de assimilar desatinos. É o caso desse julgamento do matador de Eloá, no ABC paulista, que a advogada insiste em qualificar de menino bom, calmo e vítima de circunstâncias. Ora, paciência tem limites! O cidadão ameaçava e agredia com frequência a menina até o dia em que invadiu a casa dela, armado, avisou que estava ali para matá-la e o fez, depois de horas e mais horas de tensão, assédio da imprensa, cerco da polícia e apelos do Brasil inteiro. Esse Lindemberg é daqueles assassinos que a gente precisa manter na cadeia por 30 anos, no mínimo, já que a nossa lei não permite pena maior. Frio, calculista, mal... E não está só no time dos dissimulados...

Veja o caso do Geovani, que matou a namorada com um tiro nas costas, jogou o corpo em uma vala e foi para a casa dos familiares dela, ajudar a procurá-la... Agora, diz que foi traído, etc. e tal... E mais: na região norte de Belo Horizonte, o cidadão esperou a companheira sair do serviço, atirou na cabeça dela e depois se matou... Para ficar apenas nos últimos dias, são esses os personagens da mesma história que já nos cansou: o sujeito descobre a traição ou simplesmente desconfia, arquiteta um plano, compra um revólver, escolhe a melhor hora (ou, no mínimo, predispõe-se a fazer o pior) mata a companheira geralmente em situação na qual ela está indefesa e sem alguém para ajudá-la, foge e, depois, aparece com cara de santo dizendo-se também vítima de um amor sem limites.

É desculpa de corno. E o que mais me irrita é o fato de que está sobrando mulher entre nós. É só a gente olhar para as mesas dos bares, ouvir a conversa das colegas de trabalho, tem muita moça bonita querendo namorar e, em contrapartida, todo dia temos de assistir a esses disparates. São  cínicos, covardes e dissimulados. Cana neles!

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